Um dos efeitos clássicos do consumo de ópio é a pouca disponibilidade para o movimento.
Só se quer deitar, parar… enquanto o mundo segue sua rotina, seu giro diário.
Por isto as casas opiáceas foram tão populares nos tempos de Shakespeare ou de Fernando Pessoa. Casas onde se podiam consumir o ópio de forma segura, tranquila… sem precisar se importar com assaltos e outras chateações advindas de aproveitadores do estado de torpor.
Então, não me parece um devaneio que os leitores comecem a desconfiar de minhas condições. Mas esclareço que a falta de atualizações no blog não se deve ao excessivo consumo de ópio. Oxalá que o problema fosse preguiça e não a falta de tempo em que me encontro atualmente.
O verdadeiro motivo é que o futebol não pode mais ser meu único devaneio. A bola laranja entrou em minha vida e agora meu tempo se divide entre o ópio e o basquete.
É claro que este blog não ficará abandonado, como se encontra ultimamente. É questão de tempo aprender a manejar melhor as voltas do relógio, criar rotinas, separar algumas horas, poucas que sejam, para o entorpecimento popular.
O ópio está devagar. Mas é só um tempo. Voltando aos efeitos do consumo, depois do torpor, da leseira, segue-se uma leve irritação, um estado de inquietude quase sufocante. Ansiedades, nervos, movimento.
E claro, posts.
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é isso aí! vida longa ao opio (ele resiste a um tempinho de descanso do Sr. Comedor de Opio, tenho certeza) e boa sorte nas aventuras com a bola laranja…!
beijos!
Sr. Opio,
na vida tudo nasce, cresce e morre;
segundo o Budismo.
mas acredito que esse amor não morrerá. está crescendo ainda!
é outro que nasceu.
BOA SORTE com a bola Laranja.