Do outro lado da marca de cal…

Não é todo dia que vemos jogador de linha pegar pênalti.

Até porque, geralmente, eles não estão sob o travessão no momento da cobrança.

Mas neste fim de semana o meia Jan Rosenthal, do Hannover 96, conseguiu a façanha.

O goleiro do seu time foi expulso na partida contra o Wolfsburg, de Josué e Grafite, pela Bundesliga.

Como as 3 substituições já haviam sido feitas, Rosenthal foi pra meta.  E impediu o gol de Dzeko.

Mesmo assim o Hannover perdeu por 2X1.

Mais espetacular que Jan Rosenthal foi o centroavante Gaúcho, na época à qual me refiro jogador do Palmeiras.

Em 88 o Brasileirão não admitia empates. Todo jogo que terminasse em igualdade ia pras penalidades.

O Palmeiras vencia o Flamengo no Maracanã por 1X0. Já no finalzinho da partida o goleiro Zetti fraturou a perna em um dividida com Bebeto.

Gaúcho foi pro gol e no primeiro ataque o Flamengo empatou, Bebeto de cabeça.

Tinha que ser assim.

Na disputa por pênaltis Gaúcho pegou duas cobranças (Zinho e Aldair) e saiu do Maraca glorificado.

É uma das minhas lembranças futebolísticas da infância. Uma das preferidas.

Anúncios

Fiel Fenomenal

ronaldo-camiseta-corinthians

O Corinthians fechou a contratação do atacante Ronaldo Fenômeno.

O anúncio foi feito na tarde desta terça feira.

O departamento de marketing do Parque São Jorge havia definido, em novembro, que o clube faria uma contratação bombástica para movimentar o mercado neste fim de ano.

Rosemberg e sua turma fizeram então uma lista.

Levaram a idéia pro Mano e mandaram ele escolher um entre vários nomes.

A lista tinha Ronaldo, Liédson (Sporting), David (Fener), Alex (Fener), o pacote Mineiro (Chelsea)-Josué (Wolfsburg), Marcos (Palmeiras), Teves (Manchester United), Juninho Pernambucano (Lyon), Fred (Lyon), Elano (Manchester City) e até o holandês Edgar Davids (sem clube).

Mano disse: Eu quero o Tcheco! Mas não se opôs ao Fenômeno, quando consultado.

E hoje Ronaldo foi anunciado. 

É de longe a contratação mais barulhenta do futebol brasileiro neste século

Comparada somente ao retorno de Romário ao Brasil em 1994. Aliás, ano em que Ronaldo deixou o futebol brasileiro.

Só na tarde de ontem a diretoria corintiana contabilizou em seus cofres a entrada de 25 mil reais referente às vendas da nova camisa 9.

E vamos combinar, se Ronaldo jogar, 15 partidas que sejam, serão 15 dias de sonhos para a Fiel.

Tempos Modernos

Ronaldo já havia declarado que no Brasil só jogaria no Flamengo, clube do coração.

Mas o que o Fenômeno não imaginava é que Márcio Braga se rebelaria contra a toda poderosa Nike.

E sem a fabricante estadounidense o sonho do Ronaldo Rubro Negro ficou impossível.

Isto porque  – embora seja remunerado, e muito bem – o atacante é uma espécie de escravo moderno.

Milionário e mundialmente famoso, Ronaldo não pode escolher onde quer jogar.

Não é livre, mesmo com toda grana, mesmo com toda fama.

É mais uma destas distorsões malucas só possíveis no mundo de hoje.

Só contrata o Fenômeno quem carrega a Nike no peito.