Ironia da bola

Até a partida de ontem, contra o Grêmio Itinerante, o Galo havia jogado 12 vezes e em todas as partidas havia sofrido gol.

Ao todo foram 19 tentos sofridos nos 12 primeiros jogos do ano.

Ontem o Galo entrou disposto a mudar esta história. E mudou, pelo menos em parte.

Pela primeira vez na temporada o alvinegro de Belo Horizonte terminou a partida sem levar gol.

No entanto, também não conseguiu marcar contra o lanterna do Paulistinha e, com o 0 X 0, deu adeus à Copa do Brasil 2011.

Ironia da bola, que draga danada.

Imagem: Café e Conspiração
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A profecia de Milton Nascimento e Leila Diniz

José Trajano é o jornalista esportivo mais musical que eu conheço. Tenho me divertido com suas dancinhas no videoblog, uma graça!

Ele tem fama de mal humorado, mas quem acompanha a transmissão da Copa do Mundo pela ESPN Brasil tem visto outro Trajano na África do Sul, sorridente, brincalhão e cheio de graça.

Mas não é sobre isto que eu quero falar. Ontem, após a semifinal que garantiu a Espanha na decisão, Trajano trouxe à luz uma bela canção de Milton Nascimento e Leila Diniz chamada Um cafuné na cabeça, malandro, eu quero até de macaco.

Esta música foi lançada originalmente no álbum Sentinela, de 1980, mas foi composta bem antes já que Leila faleceu em 1972.

Os primeiros versos da canção:

Brigam Espanha e Holanda
pelos direitos do mar.

Espanhóis e holandeses brigam neste domingo pelo título da Copa do Mundo. A final será em Joanesburgo, longe do mar. Mas a lembrança vale em tom de profecia.

Salve Milton e Leila! Salve a boa música e o bom futebol!

Clique no rádio logo abaixo para ouvir a versão original da música Um cafuné na cabeça, malandro, eu quero até de macaco. A versão conta com uma gravação da própria Leila Diniz, lindíssima!

A maior defesa da história das Copas!

No último segundo da prorrogação, confusão na área uruguaia. Um homem de camisa celeste tiro o gol certo em cima da linha, mas a bola segue viva. Dominic Adiyiah testa firme, a bola passa pelo goleiro Muslera, pelo lateral Fucile e se encaminha às redes.

Mas eis que aparece a mão salvadora de Luis Suárez, atacante da Celeste Olímpica. Atacante? Peraí, então é pênalti!

Foi pênalti sim senhor. Mas a chance da vitória foi desperdiçada por Asamoah Gyan que bateu a infração no travessão. Pênalti perdido, jogo terminado. E decisão na marca da cal.

E na disputa de pênaltis o Uruguai levou a melhor sobre Gana.

A defesa salvadora de Luis Suárez no último suspiro da prorrogação lhe rendeu o cartão vermelho, mas garantiu à Celeste Olímpica uma vaga nas semifinais da Copa, algo que não acontecia há 40 anos.

Por isto insisto, a mão de Luiz Suárez na cabeçada de Dominic Adiyiah não foi simplesmente um pênalti, foi a maior defesa da história das Copas!

Que Gordon Banks que nada, a maior defesa de todos os tempos é essa de Luis Suárez!

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A maior defesa da história das Copas!, postado via vodpod

Imagem: Fifa
Vídeo: Globo

Camarão que dorme o Honda leva

Camarões perdeu para o Japão por 1 X 0 em mais um jogo fraquinho da Copa.

O gol japonês foi marcado por Keisuke Honda – jogador do CSKA de Moscou – que eu elegi como revelação da última Champions League.

Fica o ensinamento do Zeca Pagodinho, Camarão que dorme o Honda leva…

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mais sobre Camarão que dorme o Honda leva, postado via vodpod
Vídeo: Globo

O Inquestionável Chelsea

O Chelsea conquistou hoje, de forma irrefutável, o quarto tíulo inglês de sua história, o 3º da era Roman Abramovich.

O caneco veio com uma impressionante goleada, 8 X 0 sobre o Wigan no Stamford Bridge. O resultado pode parecer atípico, mas não para os comandados de Carlo Ancelotti. Nesta temporada, foram 13 jogos com goleadas onde os Azuis de Londres marcaram pelo menos 4 vezes, incluindo aí alguns resultados estrondosos como um 7 X 2, um 7 X 1, um 7 X 0 e o 8 X 0 de hoje. A lista pode aumentar já que, no próximo sábado, 15 de maio, o Chelsea disputa a final da Copa da Inglaterra contra o falido e rebaixado Portsmouth e ninguém duvida da possibilidade de mais uma chuva de gols azuis. Abaixo, segue a lista das goleadas na atual temporada:

4 X 0 Atletico de Madrid (Casa – Liga dos Campeões da Europa)
5 X 0 Blacburn Rovers (Casa – Campeonato Inglês)
4 X 0 Bolton (Casa – Copa da Liga Inglesa)
4 X 0 Bolton (Fora – Campeonato Inglês)
4 X 0 Wolverhampton (Casa – Campeonato Inglês)
5 X 0 Watford (Casa – Copa da Inglaterra)
7 X 2 Sunderland (Casa – Campeonato Inglês)
4 X 1 Cardiff City (Casa – Copa da Inglaterra)
4 X 1 West Ham (Casa – Campeonato Inglês)
5 X 0 Portsmouth (Fora – Campeonato Inglês)
7 X 1 Aston Villa (Casa – Campeonato Inglês)
7 X 0 Stoke City (Casa – Campeonato Inglês)
8 X 0 Wigan (Casa – Campeonato Inglês)

Este ataque avassalador propiciou ao Chelsea não só o título, mas também a marca de melhor ataque da fase moderna do Campeonato Inglês, a Premier League, fundada na temporada 1992/1993. De lá para cá, o ataque mais positivo era do Manchester United de 1999/2000 que, liderado por Dwight York e Andy Cole, balançou as redes 97 vezes.

47 anos nenhum time conseguia ultrapassar a barreira dos 100 gols no Campeonato Inglês. A última vez que esta marca havia sido alcançada foi na temporada 1962/1963, quando o mesmo Chelsea marcou 103 vezes e o Tottenham – com 37 gols de Jimmy Greaves, atacante revelado pelo Chelsea – chegou aos 111 tentos. Vale ressaltar que nesta época o campeonato inglês era jogado por 22 clubes, o que resulta em 42 jogos. Hoje são 20 times e um total de 38 partidas. O melhor ataque de toda a história do Campeonato Inglês é o do Aston Villa da temporada 1930/1931 com 128 gols em 42 jogos.

Além do título e das marcas, a campanha do Chelsea serviu também para que se saque um rótulo de seu treinador, Carlo Ancelotti. O italiano foi sempre – na minha opinião injustamente – taxado de técnico retranqueiro. Mas com estes números fica difícil insistir na tese de que Ancelotti só se preocupa com a defesa, a campanha do time londrino fala por si só.

Outro ponto digno de nota na conquista do Chelsea, nos 6 confrontos pelo Campeonato Inglês contra os demais times do chamado Big Four (Arsenal, Liverpool e Manchester United), a equipe de Londres venceu todos e tomou apenas um gol. Bateu os Gunners por 2 X 0 em casa e por 3 X 0 fora. Contra o time da terra dos Beatles, 2 X0 em Londres e o mesmo placar em Liverpool. E contra os Red Devils triunfou por 1 X 0 no Stamford Bridge e 2 X 1 no Old Trafford.

Merecidíssima e inquestionável a conquista do Chelsea.

Imagem: The Guardian

Dois tetras em jogo no Rio

Flamengo e Botafogo se classificaram para a decisão da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca.

E agora dois tetras estão em jogo!

Pela primeira vez em sua história o Flamengo pode conquistar o carioca por 4 anos seguidos. O tri clássico já aconteceu em 5 oportunidades (1942, 1943, 1944 – 1953, 1954, 1955 – 1978, 1979, 1979 Especial – 1999, 2000, 2001 – 2007, 2008, 2009), mas o tetra nunca veio para o clube da Gávea.

O tetra no Rio de Janeiro só aconteceu uma vez, mas mesmo assim existe discórdia sobre o tema. O Fluminense foi campeão em 1906, 1907, 1908 e 1909, mas o título de 1907 foi parar na justiça e acabou divido com o Botafogo. É um tetra, mas manchado pela divisão de um dos troféus.

O outro tetra que está em jogo no Rio não é cercado de glórias e alerias, mas é inédito mesmo, sem discussão. O Botafogo pode ser o primeiro time carioca a ser vice campeão estadual por 4 anos seguidos. Isto nunca aconteceu, nem nos anos da Guanabara.

Em todas suas versões, o Campeonato Carioca de Futebol já teve 6 tri vices, Flamengo (1936 pela Liga Carioca de Futebol, 1937 pela Liga Carioca de Futebol, 1938), Botafogo (1945, 1946, 1947), Flamengo (1982, 1983, 1984), Flamengo (1987, 1988, 1989), Vasco (1999, 2000, 2001) e Botafogo (2007, 2008, 2009). Mas tetra vice seria mesmo inédito.

Pra mim, a chance do Botafogo de cortar sua macabra sequência de vice campeonatos e evitar o primeiro tetra rubro negro é vencer a Taça Rio no próximo domingo. Se o Flamengo vencer o segundo turno e levar a decisão para mais 2 jogos acredito que o Fogão não resita. Tecnicamente o time dirgido por Andrade é bem superior à equipe do Joel Santana e em 2 jogos esta superioridade tem mais chances de prevalecer.

Imagem: Justiça Desportiva

O maior na altura

O maior sou eu… pelo menos na altura.

A declaração é do português Cristiano Ronaldo quando perguntado quem era maior, ele ou Messi.

A frase foi cunhada da coletiva do Real nesta sexta, véspera do super clássico.

Ronaldo despejou elogios ao pequeno argentino e ao fim da coletiva, quando um repórter inglês perguntou Ronaldo ou Messi, ele não titubeou: Ambos.

Concordo demais com o português!

Abaixo, o trecho final da coletiva.

Canal do Youtube: ASslb4ever