Eu me assumo

junkieO incomparável Fiódor Dostoievski dizia que a história de um homem é a história de seus vícios. Quem me conhece sabe o quanto sou propenso ao vícios, diariamente fumo pelo menos 2 maços de cigarro, tomo 2 litros de café. Sou um contundente comedor de açucar – principalmente na forma de chocolate ou sorvete -, sem falar em tantos outros vícios, alguns lícitos ouros nem tanto, que cultivei e sigo a cultivar ao longo dos anos.

Neste fim de semana pude me deparar, ou pelo menos reconhecer mais um destes vícios.

Sempre gostei muito de futebol, embora não carregue comigo o fanatismo clubístico. Já fui fanático, é verdade, mas em outros tempos. O passar das primaveras e dos carnavais trouxeram pra mim um gosto pelo esporte bretão em seu sentido mais amplo, afastado do amor ao clube e levando o coração a acercar-se da bola propriamente dita.

Mas neste fim de semana não tive mais como fugir. Na manhã fria de domingo assisti, na íntegra, a partida África do Sul X Iraque pela Copa das Confederações. Minha desculpa interna era que queria ver o time do seu Natalino. Simplesmente horrível, não há outra palavra pra definir a partida. Quase tão ruim como aquele fatídico Brasil 0 X 0 Bolívia no Engenhão, pela eliminatórias pra Copa de 2010.

Depois de ver os mais de 90 minutos de África do Sul 0 X 0 Iraque – placar mais que lógico e justo pela bola jogada – não tive outra opção se não encarar de frente, me assumir.

Sou, inveteradamente, viciado em futebol

africa_do_sul_0_X_0_iraque_sofre-bola

Imagens: Twoday e Fifa
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