Dois tetras em jogo no Rio

Flamengo e Botafogo se classificaram para a decisão da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca.

E agora dois tetras estão em jogo!

Pela primeira vez em sua história o Flamengo pode conquistar o carioca por 4 anos seguidos. O tri clássico já aconteceu em 5 oportunidades (1942, 1943, 1944 – 1953, 1954, 1955 – 1978, 1979, 1979 Especial – 1999, 2000, 2001 – 2007, 2008, 2009), mas o tetra nunca veio para o clube da Gávea.

O tetra no Rio de Janeiro só aconteceu uma vez, mas mesmo assim existe discórdia sobre o tema. O Fluminense foi campeão em 1906, 1907, 1908 e 1909, mas o título de 1907 foi parar na justiça e acabou divido com o Botafogo. É um tetra, mas manchado pela divisão de um dos troféus.

O outro tetra que está em jogo no Rio não é cercado de glórias e alerias, mas é inédito mesmo, sem discussão. O Botafogo pode ser o primeiro time carioca a ser vice campeão estadual por 4 anos seguidos. Isto nunca aconteceu, nem nos anos da Guanabara.

Em todas suas versões, o Campeonato Carioca de Futebol já teve 6 tri vices, Flamengo (1936 pela Liga Carioca de Futebol, 1937 pela Liga Carioca de Futebol, 1938), Botafogo (1945, 1946, 1947), Flamengo (1982, 1983, 1984), Flamengo (1987, 1988, 1989), Vasco (1999, 2000, 2001) e Botafogo (2007, 2008, 2009). Mas tetra vice seria mesmo inédito.

Pra mim, a chance do Botafogo de cortar sua macabra sequência de vice campeonatos e evitar o primeiro tetra rubro negro é vencer a Taça Rio no próximo domingo. Se o Flamengo vencer o segundo turno e levar a decisão para mais 2 jogos acredito que o Fogão não resita. Tecnicamente o time dirgido por Andrade é bem superior à equipe do Joel Santana e em 2 jogos esta superioridade tem mais chances de prevalecer.

Imagem: Justiça Desportiva

Seleção Brasileirão 09

Com atraso, mas ainda em tempo, aí vai minha seleção do campeonato brasileiro de 2009. Os jogadores aparecem nas posições onde jogaram a maior parte do campeonato, exceção feita à lateral direita.

Em virtude da falta de bons nomes para esta posição, na lateral direita do 1º time aparece o volante Willians do Flamengo que em boa parte do campeonato atuou fazendo o lado direito do meio de campo rubro negro. Então foi só recuá-lo um pouquinho pra fazer a lateral, função na qual ele já havia jogado no Santo André.

Sem mais delongas, aí vai a minha seleção do Brasileirão 09, 1º e 2º times.

1º Time (4-1-3-2)
2º Time (4-1-3-2)

Imagem do Estrelão: Submarino

As virtudes de um homem simples

Andrade-tecnico_interino-flamengoAndrade ainda não é um técnico de futebol, no conceito do professor que vivemos hoje. Fala manso, não é de xingar nem de reclamar de arbitragem. Tão pouco gesticula feito um animador de auditório à beira do campo.

Andrade também não usa terno. Prefere o agasalho do clube que defende, talvez por lembrar os tempos em que fez parte de um dos melhores times da história do futebol brasileiro, aquele Flamengo cantado e recantado dos anos 80.

Mas talvez ele não use terno por pura simplicidade, por se ver mais boleiro que catedrático.

Há alguns meses o interino rubro negro teve um entrevero com o goleiro Bruno que o chamou de fracassado. Entre outras coisas Bruno teve a audácia de dizer que Andrade não ganhara nada como treinador. Heresia que deveria ter sido punida com mais severidade. Quem é Bruno perto de um Andrade?

Neste fim de semana o Flamengo em seu milésimo jogo pelo Brasileirão – venceu o Santos na Vila Belmiro pela segunda vez na história, a primeira em um jogo oficial. 2 X 1 de virada e o craque da partida foi, sem dúvida, Andrade. Suas substituições foram fundamentais pra vitória rubro negra.

Mas ao invés de chamar os louros da glória pra si, preferiu dedicá-la – em espontânea e verdadeira emoção – a um amigo, ao ex companheiro de Flamengo Zé Carlos que faleceu esta semana.

A simplicidade e a generosidade do Andrade impressionou a todos neste fim de semana, ainda mais se compararmos suas atitudes com as do professor Luxemburgo que quase agrediu o volante Roberto Brum depois de um infantil cartão amarelo.

Andrade conhece muito de futebol, embora não seja visto assim. Perto do linguajar polido de Tite ou dos ternos italianos de Luxemburgo ele parece um bronco. Mas só aos olhos menos sensíveis.

Andrade é grande! Como homem e como boleiro. Seja jogando, seja dirigindo.

E mais que isto, Andrade sente, Andrade se emociona. Andrade chora.

E comove todos aqueles que acreditam que o futebol pode ser mais simples e mais sincero.

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