Messi quer Fabregas no Arsenal… E quem não quer?

O Arsenal sempre terá lugar em seu coração, mas ele leva o Barça em seu sangue.

A frase diz respeito ao espanhol Cèsc Fabregas, jogador do Arsenal da Inglaterra. E foi proferida pelo melhor jogador de futebol da atualidade, o argentino Lionel Messi.

Fabregas é o grande sonho do Barcelona e quase uma questão de honra para o presidente Joan Laporta, já que foi no primeiro ano de seu mandato que o jogador deixou o clube. O meia chegou ao azul e grená aos 13 anos, vindo do pequeno Mataró, também da Catalunha. Mas aos 16 foi para o Arsenal em uma transação até hoje reclamada pelo Barça.

há 3 temporadas que o Barcelona tenta repatriar Fabregas e no último semestre os boatos se intensificaram ainda mais. Laporta, Guardiola e jogadores do elenco catalão estão sempre dando declarações públicas de como Fabregas seria bem vindo no Camp Nou. Esta semana até o técnico do Arsenal, Arsène Wenger, falou sobre o tema, incomodado pelas notícias da possível transferência.

Fabregas é craque! Um jogador clássico, sempre de cabeça em pé, lúcido como Xavi e Iniesta. Não é só Messi, Guardiola ou Laporta que querem vê-lo no meio de campo azul e grená. Eu também quero!

Aliás, todos que primam pelo bom futebol, pela bola bem jogada no ápice de sua beleza, gostariam de ver Fabregas no Barça. Todos, menos os torcedores do Real Madrid e do Espanyol.

Piqué ao lado do goleiro e Fabregas é o primeiro agachado da esquera para a direita.

Imagem: Joga Bonito Mundo

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Capello, o onipresente

fabio_capello-inglaterra-english_teamHá algumas semanas a Globo – querendo pagar pouco, jejejejeej – lançou a campanha O Melhor Emprego do Mundo que selecionará um jornalista formando ou recém formado para o cargo de correspondente internacional dos seus canais à cabo.

Ser correspondente deve ser legal mesmo, mas o melhor emprego do mundo – da perspectiva de um viciado em futebol – é sem sombra de dúvidas o do senhor Fabio Capello.

Neste fim de semana o técnico da seleção inglesa esteve em 4 estádios diferentes acompanhando partidas da Premier League. E não foram joguinhos quaisquer.

No sábado Capello visitou o noroeste inglês. Foi a Bolton assistir a partida do time local contra o Tottenham. Jogo pra lá de emocionante que terminou empatado em 2 X 2.

Logo depois o técnico do English Team estava no Old Trafford vendo Manchester United X Sunderland. Com um golaço do búlgaro Berbatov e outro golzinho chorado do lateral Evra aos 47 do segundo tempo, os Red Devils garantiram o empate em 2 X 2 e mantiveram um tabu que já dura 41 anos. A última vitória do Sunderland contra o United em Manchester foi em 1968.

Mas se o sábado já havia sido bom, o que falar do domingo?

Primeiramente Capello teve a oportunidade de acompanhar a melhor partida do fim de semana, Arsenal 6 X 2 Blacburn Rovers no Emirates Stadium, com direito a show dos comandados de Arsène Wenger. O passeio dos Gunners foi 6 X 2, mas não é nenhum exagero dizer que poderia ter sido 10 x 4 ou 11 X 5. Detalhe, 8 gols marcados por 8 jogadores diferentes, eu nunca havia visto algo assim. Jogo histórico, inesquecível! E tenho quase certeza que o treinador da seleção inglesa se lamentou demais por Cesc Fabregas ser espanhol, que maturidade aos 22 anos, que grande craque!

Fabio Capello saiu do Emirates e se dirigiu ao Stamford Bridge para assistir o clássico Chelsea X Liverpool. Mais uma grande partida que terminou com a vitória da equipe londrina por 2 X 0 com gols dos franceses Anelka e Malouda. E excepcional apresentação do ebúrneo Didier Drogba.

Pra muita gente o fim de semana de Fabio Capello pode parecer um martírio, sábado e domingo trabalhando, viagens e tal. Mas pra mim, um viciado em futebol, este fim de semana mais parece um sonho. Não bastasse, hoje à tarde provavelmente ele estará em Birmingham pra mais uma partida que promete, Aston Villa X Manchester City que fecha a rodada da Premier League.

Da onipresença do Capello fica um ensinamento; técnico de seleção tem que viver em estádio. É só no campo que se vê um jogo em sua perfeição. O treinador anão da nossa seleção por exemplo, raramente é visto nos estádios do Brasil e da Europa. É por esta e por outras que o English Team é meu favorito pra levar a Copa de 2010.

Imagem: Estadão

Sem confetes nem purpurinas

confetes-purpurinas-serpentinas-carnavalSempre fui tachado de utópico por minhas convicções políticas. E quando o assunto é futebol, muitos dos meus poucos amigos me rotulam como romântico. O que, sinceramente, não concordo, embora respeite a opinião deles.

Pra mim não se trata de romantismo e utopia, mas simplesmente da forma como enxergo o mundo, como vejo as coisas. Não tenho culpa se a obra prima As Veias Abertas da América Latina me influenciou e me ensinou mais sobre a história que todos os livros didáticos da minha vida escolar juntos.

No futebol também tenho minhas preferências, minhas influências. Prefiro por exemplo o estetismo sem títulos dos times do Wenger à eficiência catedrática das equipes do contestado – mas vitorioso – Carlo Ancelotti.

Em clubes até entendo a obsessão pela vitória, mesmo que ela não precise ser acompanhada por aplausos. Mas quando tratamos de seleção, aí não!

Uma seleção joga mais ou menos 10 partidas por ano. Então me digam, faz algum sentido tirarmos os melhores jogadores de seus clubes – que pagam seus salários – pra jogarmos única e exclusivamente pra vencer? Pra mim não.

Pra mim as seleções devem servir para mostrar e ratificar o estilo de jogo de um país. A reunião dos grandes craques de uma nação com o objetivo único de jogar bola. Do jeito que o povo gosta, do jeito que o povo quer. As seleções, principalmente em países que cultuam tanto o futebol como o Brasil, deveriam constituir um traço da identidade cultural do país. E não ser uma máquina burocrática que só visa a vitória… e  o pior, a vitória a qualquer custo.

Por isto registro aqui meus parabéns à classificação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da África do Sul. Também parabenizo o ex companheiro Dunga pelos resultados no comando do escrete canarinho, mas só por isto.

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A vitória sobre a Argentina foi grandiosa, histórica, disto não restam dúvidas. Mas não consigo apreciar o futebol da seleção do Dunga. Um time que se posta atrás e que é realmente fulminante nos contra ataques e letal nas bolas paradas. Mas não passa daí. Um time que – tristemente – não dribla, que não tem a cara do Brasil, do futebol brasileiro.

E até a tal solidez defensiva da seleção eu questiono. Ou será que já nos esquecemos dos vareios de bola que tomamos do Paraguai em Assunção, do Uruguai em pleno Morumbi e, principalmente, em Quito quando o Equador chutou nada mais nada menos que 39 bolas contra nossa meta. Ah se não fosse Júlio César, este sim é sólido!

Sem falar na fatídica derrota pra Venezuela, no aperto que tomamos do Canadá e do Egito e da sequência de partidas sem gols jogando em território nacional.

Por tudo isto volto parabenizar a classificação para a Copa e os resultados que, não se pode negar, são realmente ótimos.

Mas meus parabéns não levam consigo nem confetes nem purpurinas.

zangado_7_anoes grumpy_7_dwarfsZangado é um dos 7 anões da Branca de Neve e mesmo do Reino da Fantasia é o colunista especial do Ópio do Povo para assuntos da seleção brasileira.

Imagens: Novas Estações,
Papo de Homem
e Grumy Git

Bela homenagem!

dani_jarque-espanyol-barcelonaA temporada 2009/2010 da Premiere League teve seu pontapé inicial neste fim de semana. E começou com tudo pra alegria dos amantes da bola!

Entre os destaques as 6 vitórias de equipes visitantes nas 8 partidas de sábado e a goleada do Arsenal sobre o Everton em pleno Goodison Park, 6 X 1 fora o chocolate.

Mas o que quero ressaltar não é o belo futebol apresentado pelos comandados de Arsène Wenger, mas a bela homenagem de Cesc Fabregas a Dani Jarque, ex capitão do Espanyol de Barcelona que faleceu na semana passada vítima de um ataque cardíaco enquanto conversava ao telefone com sua namorada.

Que Fabregas é craque todo mundo já sabia. Mas seu gesto na goleada contra o Everton mostrou que ele é um pouco mais que isto. Vale a pena conferir!

Imagem: Daily Mail

Se você recebe um cálice de vinho, você o prova, depois pergunta de onde vem. O mesmo vale para um jogador de futebol.

Arsène Wenger, se defendendo das acusações de não escalar britânicos no tradicional Arsenal de Londres