Conta gotas 6

Vovôs gagás

conta gotas opio laudanoBotafogo e Fluminense fizeram – seguramente – um dos piores jogos da história deste confronto popularmente conhecido como clássico Vôvô. Zero a zero como não poderia deixar de ser e como sugeria a colocação dos dois na tabela. O tricolor é o lanterna da competição com 18 pontos e o alvinegro é 0 18º com 24, um a menos que o Náutico, primeira equipe fora da zona do rebaixamento. Parece que os vovôs estão gagás e pelo visto morrerão abraçados neste brasileirão.

Sai uruca

conta gotas opio laudanoDesde que o campeonato brasileiro começou o Grêmio vinha seguindo a regularidade de sucessos no Olímpico e fracassos em viagem. E eu sempre dizia, uma hora a coisa muda, ou o tricolor gaúcho começa a perder em casa ou começa a vencer fora. Eis que esta semana o Grêmio tropeçou no Olímpico ao empatar com o Vitória e tirou a urucubaca das partidas como visitante ao vencer o Náutico nos Aflitos. Eu acho que agora engrena e se junta ao Galo, Inter, Goiás e Corinthians na briga pelo 3º lugar.

Baila comigo

conta gotas opio laudanoA partida entre os Atléticos no Mineirão não foi dos melhores jogos deste brasileirão. Muito truncado, muito parado. Mas algumas coisas se salvaram no encontro. O gol do Tardelli – que jogou mal à beça – foi uma obra prima. Um lançamento primoroso do volante Correa e uma finalização raivosa e precisa – de primeira – do atacante alvinegro. Outro que se salvou na partida foi o meia do furacão Paulo Baier. Mesmo à beira dos 35 anos, Baier tem demonstrado muito fôlego e uma classe invejável. Ontem quase fez dois gols olímpicos, a torcida do Galo se calava quando o camisa 10 dos paranaenses pegava na bola. Mas meu destaque vai pra desengonçada dança do Rentería. O colombiano marcou seu primeiro gol com a camisa alvinegra e esbanjou suingue e irreverência na comemoração.

Quando tem que ir não vai

conta gotas opio laudanoEsta semana mesmo conversava com o Felipeta sobre o Inter. Quando tem que ir, não tem jeito, não vai. Durante toda a temporada – com exceção ao campeonato gaúcho – esta foi a tônica do Colorado. Na hora H o time some. Os melhores jogadors desaparecem, o Guiñazu – sempre tão competente – faz um pênalti bobo como o de ontem em cima do Thiago Ribeiro. Eu não acredito mesmo no Inter campeão brasileiro. Pra mim briga, no máximo, por um 3º lugar. E com dificuldades. Já sobre o Cruzeiro, foi uma excelente vitória no Beira Rio. daquelas que dão força para um time. Mas acho que a raposa acordou tarde demais pro campeonato e deve ficar aí onde está, nem lá nem cá, na famosa zona do Limbo. Não cai e não briga por nada.

Bota dendê

conta gotas opio laudanoO Palmeiras foi a Salvador e perdeu para o Vitória por 3 X 2 no Barradão. São Marcos falhou em 2 gols e uma coisa ficou nítida, o Verdão precisa de mais bola. O time tá muito duro, muito certinho. E quando não tem Diego Souza sofre, mas sofre muito. Mesmo perdendo o Palmeiras se manteve na liderança graças à vitória do Cruzeiro sobre o Inter. Mas agora verdão tem em seu encalço – além do Colorado – a sombra do São Paulo, atual tri campeão brasileiro, que venceu e está a apenas um ponto da liderança.

Alguém duvida?

conta gotas opio laudanoO São Paulo bateu o Avaí no Morumbi por 2 X 0 e chegou aos 43 pontos. Com as derrotas de Inter e Palmeiras o Tricolor está a apenas um ponto do topo da tabela. Depois de um início pra lá de oscilante, o São Paulo entrou definitivamente na briga pelo título. Rogério Ceni já voltou, Jorge Wágner, Miranda e André Dias voltaram a jogar bem. Renato Silva nestes poucos meses já fez mais que em toda sua passagem pelo Botafogo e Dagoberto e Richarlyson estão jogando muito, mas demais mesmo. E aí, alguém duvida que o São Paulo tá na briga pra ser campeão?

Imagem: Josias de Souza – Nos bastidores do poder
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A Copa do Mundo é realmente nossa

Trilha Sonora: A Taça do Mundo é Nossa (Maugeri, Müller, Sobrinho e Dagô)

Se você anda economizando dinheiro pra trocar de carro, pagar a faculdade ou fazer aquela viagem dos seus sonhos, é melhor mudar de idéia. Não terá jeito, eu, você e todos os brasileiros teremos mesmo que abrir a carteira pois a Copa do Mundo é nossa… assim como a conta do Mundial da Fifa.

Esta semana o todo poderoso Ricardo Teixeirapresidente dono da CBF – convocou parte da imprensa para uma nova modalidade de entrevista, a coletiva exclusiva.

derrama_dinheiro_publicoO ponto central das declarações de Ricardo Teixeira foi só um, dinheiro público na construção e reforma dos estádios que sediarão as partidas da Copa de 2014. Segundo o presidente da CBF, sem a ajuda do poder público a Copa não sai.

Coisa que todos nós já sabíamos, embora dirigentes e políticos teimassem em negar.

Mas esta é, como disse acima, uma facada esperada, a famosa crônica de uma morte anunciada. O fato novo, mas não menos esperado, apareceu em Curitiba. A diretoria atleticana também anunciou esta semana que sem ajuda da mão grande do governo a Arena não terá condições de se adequar às exigências da Fifa.

Apenas 3 dos 12 estádios que sediarão o Mundial não pertencem ao poder público – Arena da Baixada (Atlético Paranaense), Beira Rio (Inter) e Morumbi (São Paulo).

E com a preocupante sinalização do Furacão de que sozinho não vai dar, fica a pergunta: Será que teremos que pagar a conta até dos estádios particulares?

Se é assim, deveria ter havido um plebiscito para dizermos se queríamos ou não sediar o Mundial.

A Copa do Mundo é nossa! Nossa mesmo…

Imagem: Bico do Corvo
Áudio: Escuta Isso!

Conheça a Sociedade Futeboleira do Brasil!

O país do médico de futebol

medicina esportiva o país do futebol o país do médico de futebolQue o mundo de hoje já não é o mesmo dos tempos em que nasci, isto é fato. E consumado. Assim como também é vero que as mudanças são cada vez mais velozaes e, às vezes, até imperceptíveis.

Eu nasci em 1980 e, mesmo com a seca de copas que só teve fim em 94, cresci em uma Terra conhecida e reconhecida como o País do Futebol. Do carnaval também, da corrupção, da malandragem, da hipocrisia. Mas hoje falaremos só de bola.

Os anos se passaram, vieram dois títulos mundiais, craques que ousamos comparar, ou equiparar, aos grandes monstros sagrados do futebol. E o Brasil seguia sendo o País do Futebol

Os anos 90 inseriram neste contexto a tal globalização, que finalmente aportava, de uma vez por todas, no universo da bola. Os senhores do mundo começaram a vir aqui com mais frequência para fazer a feira do futebol. Pernas baratas, parafraseando e distorcendo, um pouquinho, o ídolo Galeano. Que não confundam com Galiani, este só aparecerá no texto depois.

Janelas abertas, debandada geral. E mesmo assim seguíamos sendo o País do Futebol

De uns anos pra cá um novo elemento apareceu. Jogadores brasileiros contundidos que atuam na Europa começaram a vir ao Brasil para se recuperarem. Eu sempre desconfiei do discurso de que aqui, a estrutura de recuperação é muito melhor que a dos clubes europeus. É um discurso difícil de acreditar visto a realidade precária dos nossos clubes.

Sempre acreditei mais na teoria de que essa era uma ótima desculpa pra voltar pra casa, rever amigos e família, comer feijoada e se divertir com aquele pagodinho pavoroso. E claro, serem mimados como lá fora não são. 

Ontem Kaká anunciou que da próxima vez que se machucar tomará decisões diferentes em relação a seu tratamento. Nas entrelinhas, que não irá tratar-se mais no Milan Lab. No dia anterior, Dunga falou que o meia havia se tratado 5 semanas no Milan sem muito resultado e que, com 6 dias com a equipe médica da seleção, já estava pronto pra jogar. Kaká também foi por este lado e a diretoria milanista não gostou das declarações.

Do outro lado do Atlântico, Eduardo Galiani respondeu dizendo que o tratamento médico-fisioterápico tem uma sequência e que é lógico que Kaká tenha melhorado aqui, onde foi feita a última parte da recuperação. E acrescentou que o mesmo teria acontecido se ele tivesse ficado na Itália.

Comentando a notícia, rápido como é, do Beira Rio o PVC soltou esta na Espn Brasil:

Engraçado né, éramos  oPaís do Futebol, agora somos o País do Médico de Futebol. Todo mundo quer jogar lá e se tratar aqui.

Perfeita a colocação do Paulo Vinícius. Ainda mais depois de ver a seleção do anão ser massacrada pelo Equador (39 finalizações contra o Brasil!). Cada partida da seleção que vejo me reforça ainda mais esta verdade, não somos mais o País do Futebol. Pelo menos não do futebol arte, do futebol alegria, do jogo bonito.

O que nos resta então?

Que sejamos o país do médico, do fisiologista, do fisioterapeuta de futebol

Imagem: Buick

Com Drama…

inter campeao sul americanaFoi dramático. Como toda boa decisão deve ser.

A final da Copa Sul Americana foi um jogaço.

Não pela técnica. O jogo foi pegado demais e as trombadas foram mais frequentes que os dribles.

Mas não faltou emoção. A partida deixou tensos colorados, pinchas, basureros, gremistas e corações de todas as cores. 

O Gigante da Beira-Rio estava lindo, tingido de vermelho e confiança.

Mas não podia ser fácil.

O Inter começou bem. Dominou a faixa central do campo e acuou o Estudiantes. Mas agredia pouco.

A melhor chance foi com Nilmar, em impedimento, que depois de um cruzamento de Alex meteu a bola na trave de Andújar.

Depois disso o time argentino passou a gostar do jogo, como bem dizia o canhotinha de ouro.

Boselli chegou a marcar. Mas o bandeira, equivocadamente, assinalou impedimento.

Aliás, péssima a arbitragem do senhor Larrionda.

O Estudiantes voltou melhor no segundo tempo.

Com uma maior movimentação e o tradicional toque de bola hermano, a equipe argentina envolveu o time gaúcho.

A solução de Tite foi trocar Andrézinho por Gustavo Nery. 

Não deu outra, 2 minutos depois gol do Estudiantes. Alayes.

Silêncio absoluto no Beira-Rio.

O Inter sentiu o gol. Alex, o craque do time, não acertava um passe. A torcida calada parecia ausente.

Beira-Riaço?

Depois que Taison entrou no lugar de Alex as duas equipes só esperaram o término do tempo normal.

A prorrogação foi mais tensa ainda. Na primeira etapa a única chance foi de Bolívar, mas Andújar salvou.

Na segunda etapa o Inter voltou mais agressivo.

Tentou na classe com D´Alessandro, na força com Taison.

Aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação, o goleiro do Estudiantes salvou milagrosamente uma cabeçada de Danny Moraes e o rebote de Gustavo Nery.

Mas Nilmar estava lá. E o goleiro nada pôde fazer.

No meio do bate-rebate o centroavante colorado só empurrou para as redes.

Era a explosão encarnada.

O último título oficial que faltava ao Inter.

O primeiro brasileiro a conquistá-lo.

Com muito drama, a América voltou a ser colorada.

Parabéns Inter!

titulos oficiais inter