O retrocesso que se avizinha

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Segundo a nota, a emissora – aproveitando-se da necessidade de inversão do calendário do futebol brasileiro e consequente adequação ao calendário europeu – enviou uma proposta aos principais clubes do país sugerindo a alteração no sistema de disputa do Brasileirão.

O que seria um grande retrocesso.

Os argumentos Globais são, logicamente, esdrúxulos e facilmente combatidos.

O que seria mais emocionante? 6 rodadas com Galvão e Cléber Machado gritando haja coração ou um campeonato de 38 rodadas onde desde a primeira todos os jogos são decisivos?

O que seria mais rentável para o futebol brasileiro? Um campeonato onde 4 equipes disputam o último mês de competição enquanto as outras 16 entram de férias perdendo pelo menos um mês de receitas relativas à bilheterias e aparição na mídia ou um campeonato que privilegia organização e planejamento e onde os vinte times atuam igualmente durante todos os meses de competição?

O que seria mais justo? Um campeonato em que uma equipe pode ser campeã com 10 pontos a menos que o vice campeão – como aconteceu em 1977 – ou uma competição que premia a regularidade e o mérito e que consagra como campeão aquele time que fez mais pontos ao longo de 38 rodadas?

Acho que todas as respostas são mais que óbvias.

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A mudança, mesmo que ainda seja apenas uma proposta, é um absurdo sem tamanho que representa uma volta ao passado para o futebol brasileiro, um grande retrocesso.

É lamentável que a toda poderosa Globo queira gerir o futebol brasileiro. A compra dos direitos de transmissão não pode ser traduzida como uma permissão à gestão. A TV é apenas mais uma cliente que consome o produto futebol, não cabe à ela administrar nem governar o mundo da bola.

Resta agora torcer para que nossos  quase sempre deploráveis cartolas batam o pé e não aceitem esta ingerência Global.

A Globo defende a volta do mata mata. E os abusos da emissora do plim plim, quem mata?

Um retundante

Não ao mata mata no Brasileirão!

Pontos corridos pela mertitocracia no futebol brasileiro!

Imagens: Mente Consciente e Arrotos Culturais
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Um estranho no ninho

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Após a derrota para o Cruzeiro e a eliminação na Libertadores, a diretoria do São Paulo resolveu demitir Muricy Ramalho. As poucas e abastadas vozes das numeradas do Morumbi pesaram mais que os gritos da arquibancada, do povão tricolor que que seguia ao lado do treinador.

Pra seu lugar escolheram Ricardo Gomes, técnico de finos tratos e poucos resultados.

Muricy não. É homem simples que não gosta de badalações. Não fala francês, não come caviar. Não bajula a cartolagem, assim como não frequenta o Terraço do Club Athletico Paulistano.

Muricy é homem do campo, do campo de futebol. Gosta de trabalhar e ficar com a família. Fala fácil e, o que é pior na visão do alto clero tricolor, fala o que pensa.

Abnegado e incansável, Muricy é o cara que pára o carro na estrada rumo a Ibiúna só pra ver a cobrança de falta de um jogo na várzea. Treinador 24 horas por dia, sete dias por semana.

Se Muricy é bronco demais, é simples demais para o São Paulo, quem mais perde é o tricolor. Perde o treinador que foi eleito o melhor do brasileirão em suas últimas 4 edições, o técnico campeão nacional nos últimos 3 anos.

Mas a perda é mais ampla, é do futebol, da sociedade brasileira como um todo. Exagero???

Não se pensarmos que o Brasil é o país do jeitinho e que Muricy é uma das poucas figuras públicas que defende o valor do trabalho, do mérito.

Pra ele ganha quem é bom, mas como bons são muitos, ganha quem é bom e se dedica. Não basta ter talento, tem que ralar. É a meritocracia muricyana, tão diferente da realidade do futebol e do mundo de hoje.

Muricy vai fazer falta a todos que pensam que o trabalho é que deve ser recompensado, a todos que acreditam que vitória boa é a vitória justa, que ganhar roubado não é mais gostoso.

Muricy Ramalho não é um exemplo pro futebol, é um exemplo pra todos.

Que descanse, mas que volte logo à cena!

Foto retirada: Jornalismo Futebol Clube
Efeitos: Picnik
Arte: Ópio do Povo

Mudança no Campeonato Mineiro de 2009

E o Campeonato Ó...

Paulo Schettino, presidente da FMF: E o Campeonato Ó...

A Cartolagem Mineira aprovou mudanças para o Campeonato Mineiro de 2009.

A diferença para as últimas edições é que agora dos 12 times participantes 8 se classificarão para a segunda fase.

O acréscimo das quartas de final faz com que o torneio ganhe duas datas a mais. Serão 17 em 2009.

É uma pena que a cartolagem brasileira não possa ver as coisas um pouco mais organizada.

Fórmulas que se repetem, datas pré definidas.

Não, eles gostam é da bagunça.

E a cada ano os estaduais vão se inchando, inchando, inchando… até o dia em que vai estourar o já apertado calendário brasileiro.

Sempre com a velha desculpa de que somos um país continental.

Uma lembrança aos nossos Cartolas:

Independente do tamanho do país ou dos estados o ano tem o mesmo tamanho para todos. E sempre será assim.

365 dias, 52 semanas. Para todos.

Na China, Brasil ou Gabão o tempo é o mesmo.