Lamentável

Neymar deu uma dedada no próprio olho. Mas o título do post não tem nada a ver com isto, embora tenha sido uma pena, o jovem craque não virá ao Mineirão e não poderei ver seu exuberante futebol de perto.

Mas o lamentável diz respeito a outro tema, a entrevista concedida pelo jogador do Santos à jornalista Débora Bergamasso, publicada na coluna da Sonia Racy, no Estadão. Uma chuva de bobagens.

Não vou nem entrar na questão do alisamento de cabelo, do dízimo ou dos sonhos de conhecer a Disney e ter um Porsche e uma Ferrari na garagem. Embora eu não congregue dos mesmos valores, acho que estas coisas são pequenices pessoais e não merecem críticas, como diz o dito popular, gosto é gosto e cada um tem o seu.

Mas outras respostas do craque santista me incomodaram de verdade. Não por ele, nada pessoal. Mas a entrevista reflete de forma clara e transparente o modelo esportivo brasileiro que se preocupa única e exclusivamente com a formação de craques e se esquece completamente de que o atleta é, antes de tudo, um cidadão.

Entre outras coisas, Neymar disse que nunca sofreu com o racismo, até porque não é negro. Mostrou total indiferença com a questão política do país declarando que só está tirando o título eleitoral pela obrigatoriedade dos 18 anos, além de não ter a menor idéia de quais serão os candidatos à presidência da república e não ter nenhuma opinião, nem a mais evasiva possível, sobre os dois mandatos do Lula.

Há os que dirão, e daí? Eu, certamente, não sou um destes. Acho lamentável as declarações da jovem estrela. A cidadania não é um direito, é um dever de todos. Ainda mais quando falamos de uma figura pública com tanta penetrabilidade na sociedade como são os jogadores de futebol no Brasil, principalmente os craques, os extra classes.

Gosto muito de ver o Neymar jogando. É um verdadeiro prazer vê-lo brincar com a bola. E minhas críticas nada tem de pessoais. Mas sua genialidade dentro de campo não o exime de ser cidadão. E cá pra nós, besteira tem limites.

Imagem: Santos Sempre Santos
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Esclarecimentos sobre a Campanha do Washington

Há algumas semanas Chico Sá escreveu uma brilhante coluna sobre o Leitor que não Lê, falando sobre respostas mal educadas às suas colunas, mais especificamente respostas sobre coisas que ele não escreveu. Tipo, você escreve uma coisa e o leitor entende o que quer, não o que você escreveu.

Há dois dias reverberei aqui no Ópio uma campanha criada pelo tricolor João Márcio Júnior para ajudar o atacante Washington, aquele que fez bastante sucesso no Fluminense dos anos 80 ao lado do não menos brilhante Assis.

Pois bem, a coisa andou e a resposta obtida através da rede foi incrível, choveram comentários de apoio ao ex jogador e diversos blogs republicaram o post.

Mas mais incrível que a repercussão, só mesmo o desentendimento sobre a ação.

O Ópio do Povo não criou a campanha de ajuda ao Washington. Este crédito deve ser dado ao juizforano radicado em Curitiba, João Márcio Júnior, ele é o cara!!! Eu simplesmente divulguei a campanha aqui.

Então pra que fique bem claro, até para o leitor que não lê,

a Campanha Vamos Ajudar o Washington é de responsabilidade de João Márcio Júnior e o blog oficial é o Meu Time!

Esclarecido este ponto, agradeço todas as manifestações em apoio ao ex craque! E continuemos a luta!!!

Todas as mensagens serão repassadas ao João para que ele possa transmiti-las ao próprio Washington!

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Foto: João Márcio Júnior