Seleção Brasileirão 09

Com atraso, mas ainda em tempo, aí vai minha seleção do campeonato brasileiro de 2009. Os jogadores aparecem nas posições onde jogaram a maior parte do campeonato, exceção feita à lateral direita.

Em virtude da falta de bons nomes para esta posição, na lateral direita do 1º time aparece o volante Willians do Flamengo que em boa parte do campeonato atuou fazendo o lado direito do meio de campo rubro negro. Então foi só recuá-lo um pouquinho pra fazer a lateral, função na qual ele já havia jogado no Santo André.

Sem mais delongas, aí vai a minha seleção do Brasileirão 09, 1º e 2º times.

1º Time (4-1-3-2)
2º Time (4-1-3-2)

Imagem do Estrelão: Submarino

Conta gotas 6

Vovôs gagás

conta gotas opio laudanoBotafogo e Fluminense fizeram – seguramente – um dos piores jogos da história deste confronto popularmente conhecido como clássico Vôvô. Zero a zero como não poderia deixar de ser e como sugeria a colocação dos dois na tabela. O tricolor é o lanterna da competição com 18 pontos e o alvinegro é 0 18º com 24, um a menos que o Náutico, primeira equipe fora da zona do rebaixamento. Parece que os vovôs estão gagás e pelo visto morrerão abraçados neste brasileirão.

Sai uruca

conta gotas opio laudanoDesde que o campeonato brasileiro começou o Grêmio vinha seguindo a regularidade de sucessos no Olímpico e fracassos em viagem. E eu sempre dizia, uma hora a coisa muda, ou o tricolor gaúcho começa a perder em casa ou começa a vencer fora. Eis que esta semana o Grêmio tropeçou no Olímpico ao empatar com o Vitória e tirou a urucubaca das partidas como visitante ao vencer o Náutico nos Aflitos. Eu acho que agora engrena e se junta ao Galo, Inter, Goiás e Corinthians na briga pelo 3º lugar.

Baila comigo

conta gotas opio laudanoA partida entre os Atléticos no Mineirão não foi dos melhores jogos deste brasileirão. Muito truncado, muito parado. Mas algumas coisas se salvaram no encontro. O gol do Tardelli – que jogou mal à beça – foi uma obra prima. Um lançamento primoroso do volante Correa e uma finalização raivosa e precisa – de primeira – do atacante alvinegro. Outro que se salvou na partida foi o meia do furacão Paulo Baier. Mesmo à beira dos 35 anos, Baier tem demonstrado muito fôlego e uma classe invejável. Ontem quase fez dois gols olímpicos, a torcida do Galo se calava quando o camisa 10 dos paranaenses pegava na bola. Mas meu destaque vai pra desengonçada dança do Rentería. O colombiano marcou seu primeiro gol com a camisa alvinegra e esbanjou suingue e irreverência na comemoração.

Quando tem que ir não vai

conta gotas opio laudanoEsta semana mesmo conversava com o Felipeta sobre o Inter. Quando tem que ir, não tem jeito, não vai. Durante toda a temporada – com exceção ao campeonato gaúcho – esta foi a tônica do Colorado. Na hora H o time some. Os melhores jogadors desaparecem, o Guiñazu – sempre tão competente – faz um pênalti bobo como o de ontem em cima do Thiago Ribeiro. Eu não acredito mesmo no Inter campeão brasileiro. Pra mim briga, no máximo, por um 3º lugar. E com dificuldades. Já sobre o Cruzeiro, foi uma excelente vitória no Beira Rio. daquelas que dão força para um time. Mas acho que a raposa acordou tarde demais pro campeonato e deve ficar aí onde está, nem lá nem cá, na famosa zona do Limbo. Não cai e não briga por nada.

Bota dendê

conta gotas opio laudanoO Palmeiras foi a Salvador e perdeu para o Vitória por 3 X 2 no Barradão. São Marcos falhou em 2 gols e uma coisa ficou nítida, o Verdão precisa de mais bola. O time tá muito duro, muito certinho. E quando não tem Diego Souza sofre, mas sofre muito. Mesmo perdendo o Palmeiras se manteve na liderança graças à vitória do Cruzeiro sobre o Inter. Mas agora verdão tem em seu encalço – além do Colorado – a sombra do São Paulo, atual tri campeão brasileiro, que venceu e está a apenas um ponto da liderança.

Alguém duvida?

conta gotas opio laudanoO São Paulo bateu o Avaí no Morumbi por 2 X 0 e chegou aos 43 pontos. Com as derrotas de Inter e Palmeiras o Tricolor está a apenas um ponto do topo da tabela. Depois de um início pra lá de oscilante, o São Paulo entrou definitivamente na briga pelo título. Rogério Ceni já voltou, Jorge Wágner, Miranda e André Dias voltaram a jogar bem. Renato Silva nestes poucos meses já fez mais que em toda sua passagem pelo Botafogo e Dagoberto e Richarlyson estão jogando muito, mas demais mesmo. E aí, alguém duvida que o São Paulo tá na briga pra ser campeão?

Imagem: Josias de Souza – Nos bastidores do poder

Noite de bruxas e um silêncio azul

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O Estudiantes conseguiu o que pouca gente acreditava, bateu o Cruzeiro no Mineirão e sagrou-se, pela quarta vez, campeão da Copa Libertadores.

Sob a batuta de Juan Sebastian Verónla Brujita – o time pincharrata jogou como um legítimo campeão.

Time por time, até acho o Cruzeiro ligeiramente superior. Mas também não tenho dúvidas que nas duas partidas finais o Estudiantes foi melhor. Em La Plata sufocou o Cruzeiro que se salvou graças à atuação perfeita do goleiro Fábio e só ameaçou nos últimos 10 minutos de jogo. Já na decisão do Mineirão, o Estudiantes encontrou muito espaço nos contra ataques e o time celeste não conseguiu sufocar os argentinos como eles fizeram em La Plata.

Então, levando-se em conta os dois jogos finais não tem como negar, o título ficou em ótimas mãos.

A china azul lotou o Gigante da Pampulha, mas com o passar do tempo e o aumento da tensão foi se calando e o time sentiu a falta do tão falado 12º jogador.

silencio_azul

Dentro de campo o jogo foi como queria o Estudiantes. Trancado, truncado, parado.

O Cruzeiro não conseguia ultrapassar as duas linhas de 4 armadas pelo treinador Alejandro Sabella e não ameaçava o goleiro Andújar. Já nos contra ataques, Gastón Fernández e Mauro Boselli levavam perigo ao gol de Fábio, embora faltasse um pouco de capricho nas finalizações.

veron_beija_a_taçaO gol de Henrique, aos 7 do segundo tempo, poderia ter mudado o jogo. Mas foi aí que o Estudiantes se apresentou como um verdadeiro campeão. E foi aí que apareceu a bruxa, o maestro argentino, Verón.

O time argentino não sentiu o golpe. 4 minutos depois do gol cruzeirense la brujita – que foi o jogador que mais roubou bolas na partida, 7 ao todo – recebeu um passe na esquerda, levou para o meio sem ser incomodado e encontrou Cellay livre livre na ponta direita. O cabeludo cruzou fechado e dentro da pequena área Gastón Fernández só empurrou para as redes.

Após o empate o Estudiantes tomou conta da partida e parecia jogar em La Plata. A torcida cruzeirense emudeceu por completo e dentro de campo o time se perdeu.

Aos 27 minutos Boselli marcou o gol da virada. O gol que lhe garantiu a artilharia da competição (8 gols) e assegurou a 4ª Copa Libertadores da história do Estudiantes.

Na base do abafa o Cruzeiro ainda tentou empatar, até meteu uma bola na trave, mas nada de gol.

Não acredito que houve oba oba por parte do time cruzeirense. O Adílson me parece sério e centrado demais pra deixar que o grupo se contaminasse pelo clima de já ganhou. Pra mim o Estudiantes venceu na bola mesmo, nem essa de catimba argentina cola.

Oba oba houve, e disto não há dúvida, nos órgãos de imprensa que levam a sério a história do É o Brasil na Libertadores. Mas o bairrismo profissional de Globo, Sportv e afins também já não surpreende ninguém.

Com soberba e salto alto ou não, deu Estudiantes na final da Libertadores.

Noite de bruxas e um silêncio azul no Mineirão…

O famoso gol de Juan Ramón Verón contra o Manchester United no Mundial de 68. O gol da Bruja, pai da Brujita, valeu o título intercontinetal aos Pinchas.

O famoso gol de Juan Ramón Verón contra o Manchester United no Mundial de 68. O gol da Bruja, pai da Brujita, valeu o título intercontinetal aos Pinchas.

Imagem Original: Notas de FútbolSuperesportes e Sport Vintage
Efeito: Picnik

Milagre no Bosque

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Este fim de semana a cidade de La Plata viveu uma das mais emocionantes viradas da história do futebol, um jogo que pode tranquilamente ser comparado à famosa Batalha dos Aflitos, ao Milagre de Berna ou a qualquer outra destas partidas épicas que marcaram o esporte bretão.

O Gimnasia y Esgrima La Plata – tradicional rival do Estudiantes que enfrenta o Cruzeiro pela final da Libertadores – recebeu o Atlético Rafaela pela respescagem do campeonato argentino. Lá na terra dos hermanos os dois últimos colocados são rebaixados diretamente enquanto o 17º e o 18º disputam o que eles chamam Torneio de Promoção contra o 3º e 4º colocados da segundona.

Na partida de ida o Rafaela havia vencido por 3 X 0 com 3 gols do centroavante Aldo Visconti. Um placar igual manteria os Lobos de La Plata na primeira divisão. O estádio do Bosque estava lotado para apoiar o Gimnasia em uma tarefa que a princípio já era duríssima.

Com o desenrolar da partida o que era difícil começou a parecer impossível. Além do 0 X 0 no placar do primeiro tempo, os Lobos ainda tiveram um jogador expulso ainda na primeira etapa.

Mas este não era um jogo qualquer.

Aos 27 do segundo tempo o atacante Diego Alonso, que até então havia marcado apenas um gol no Clausura 2009, abriu o marcador. Mas ainda faltavam 2 gols para que o Gimnasia se mantivesse na primeira divisão.

O jogo correu com mais uma expulsão pra cada lado e nada de gol pra nenhum dos dois times. Até os 44 do segundo tempo. Foi quando apareceu a figura do atacante Franco Niell, de 26 anos e 1 metro e 62 de altura.

O Anão, como é conhecido Niell no futebol argentino, saiu do banco de reservas e, como um gigante, marcou duas vezes e garantiu os Lobos na primeira divisão.

Ironia maior, os dois gols do Anão foram de cabeça.

O primeiro aos 44 da etapa final e o gol decisivo, o da permanência, aos 47 minutos, bem no apagar das luzes.

Vitória emocionante, histórica do Gimnasia Y Esgrima!

E uma lição para o Cruzeiro, os de La Plata – sejam Lobos ou Pinchas – são propensos às grandes façanhas!

Imagem: Gimnasia y Esgrima La Plata

E dá-lhe cotovelos

0 X 0 na primeira decisão da Libertadores. E se faltaram gols pra Cruzeiro e Estudiantes em La Plata, sobraram cotovelos pra todos os lados.

estudiantes cruzeiro

O jogo foi muito pegado e faltoso, 58 infrações ao todo, 33 do time mineiro e 25 do platense.

Mesmo com tanta porrada houve tempo para o futebol. O time de La Plata teve 5 boas oportunidades para marcar e em todas elas o goleiro Fábio foi perfeito. Das cinco defesa destaco 3 como realmente excepcionais. A falta do Verón no primeiro tempo, o chute de fora da área do mesmo camisa 11 dos Pinchas que Fábio nem deu rebote e, principalmente, a cabeçada de Rolando Schiavi no segundo tempo. Sem dúvida o empate tem nome.

Mas apesar do goleiro cruzeirense ter sido o melhor em campo, a melhor chance da partida foi da equipe mineira. Em um despretensioso cruzamento da esquerda o goleiro Andújar, atual titular da seleção argentina, soltou a bola no pé do atacante Kléber, pouco a frente da marca do pênalti. E inexplicavelmente ele, que joga tanto, perdeu o gol. Bola pra fora que fez o narrador global, tão bairrista, enrolar a língua e segurar o grito.

taça libertadoresE não foi só esta, nos últimos 10 minutos o Estudiantes se desestruturou e o Cruzeiro tomou conta do jogo. Se tivesse caprichado um pouquinho mais tinha vencido a partida.

De qualquer forma o resultado foi bom para o Cruzeiro que decide em casa. Mas os mais eufóricos que segurem a onda. Tradicionalmente os argentinos jogam com as duas partidas sem pesar muito o mando de campo, sem tanta pressão por fazer o resultado em casa. Basta lembrarmos a final da Copa Sulamericana do ano passado quando o mesmo Estudiantes perdeu em La Plata para o Inter, foi ao Beira Rio e venceu no tempo normal, perdendo o título só na prorrogação.

A decisão da Copa Libertadores ainda está aberta, mas sem dúvida o Cruzeiro entra como favorito na Mineirão.

Imagens: Olé e Lazer Esportes

Inventando Soluções

Adilson_dias_Batista luzesAdílson Batista continua dando suas estocadas na imprensa mineira.

Ontem, após a vitória por 3 X 1 sobre o Grêmio pela semifinal da Libertadores, foi a vez do repórter global Josino Ribeiro receber seu afago.

Quando perguntado se poderia repetir a formação do Mineirão no jogo da volta em Porto Alegre, Adílson não hesitou e cheio de ironia respondeu:

Não sei, eu posso inventar. Eu gosto de inventar, né?

Sinceramente, eu gosto da acidez do treinador cruzeirense.

Talvez o pessoal de fora de Minas não saiba, mas no ano passado a imprensa esportiva mineira realizou uma verdadeira cruzada contra Adílson Batista.

Cientista maluco professor Pardal foram só alguns dos adjetivos repetitivamente utilizados por Itatiaia, Globo Minas, TV Alterosa, Diários Associados e companhia.

Adílson é um técnico moderno, que não se acomoda. Incansável e super trabalhador, está sempre buscando novas opções de jogo para sua equipe, novas possibilidades pra este esporte em constante mutação.

O que os respeitáveis órgãos de imprensa chamam de invencionice são estratégias armadas com a finalidade de surpreender e neutralizar os adversários. Assim o fez ontem, assim o fez nas quartas de final quando o Cruzeiro deu um verdadeiro chocolate no tri campeão brasileiro, o São Paulo.

Contra o Grêmio por exemplo, Adílson tinha um mundo de problemas. Ramires na seleção, Léo Fortunato, Thiago Ribeiro, Soares, Sorín, Fernandinho, Athirson, Gérson Magrão e  Fabrício machucados, sem falar em Thiago Heleno que jogou meia bomba, também contundido. Com certeza estou esquecendo algum desfalque, mas só estes aí bastam né?

Mas aí ninguém fala que ele teve que se virar e encontrar, ou seria inventar, uma solução.

Adílson é um excelente treinador, um dos melhores trabalhando no Brasil atualmente. Um cara que entende que hoje, pra se ter um time campeão,  é preciso ser  versátil, proporcionar variações táticas capazes de surpreender e confundir os adversários.

Mas mesmo assim tenho a certeza, assim como aposto que ele também, que na próxima derrota as comparações com o simpático personagem de Carl Barks voltarão.

Vida de treinador.

Imagem: Mensagens Virtuais

Conta gotas 3

São Marcos, padroeiro de Luxemburgo

conta gotas opio laudnoO Palmeiras perdeu para o Sport na Ilha do Retiro, 1 X 0, mas avançou na Copa Libertadores graças ao goleiro Marcos que pegou 3 cobranças na disputa de pênaltis. Sem falar nas defesas no tempo normal, salvador! Marcão salvou a pele do Luxemburgo que mexeu muito mal em sua equipe e quase entrega o jogo. Quando o Palmeiras dominava a partida prendendo a bola no campo ofensivo, Luxemburgo sacou Diego Souza – que era justamente quem segurava a bola na frente – pra colocar o volante Mozart e também tirou Keirrison pra colocar Ortigoza. O Sport ganhou terreno, fez 1 X 0 e se não fosse Marcos desviar um chute de Ciro já no apagar das luzes, a vaca teria ido para o brejo… ou para o mangue.

1 X 0 sem futebol

conta gotas opio laudnoO Cruzeiro passou pelo Universid de Chile no Mineirão sem precisar se esforçar. Pra dizer a verdade, ganhou sem jogar. O time celeste entrou em campo e deixou o tempo passar. Os chilenos também não queriam jogar, o negócio deles era porrada. Então o Cruzeiro ficou lá, sem forçar o jogo, sem fazer nada. No fim, Kléber marcou um gol só pra não ficar chato.

O Desespero do Fred

conta gotas opio laudnoApós a derrota do Flu por 1 X 0 para o Corinthians no Pacaembu, pelas quartas de final da Copa do Brasil, Fred demonstrou um certo desespero na coletiva. “Lá no Maracanã o Fluminense tem que partir pra cima, o Fluminense é time grande”, repetia isto sem parar, oito, nove vezes. A cada semana o Fluminense ganha mais a cara do seu treinador. Ou seja, o Flu está a cada dia mais burocrático, com o futebol mais amarradinho do que nunca. Dá-lhe Parreira!

Simplicidade X Extravagância

conta gotas opio laudnoEm São Januário o Vasco meteu 4X0 no Vitória, jogo válido pela Copa do Brasil. Como bem definiu o PVC na Espn Brasil, foi a vitória da simplicidade sobre a extravagância. Carpeggiani quis tanto dar um nó em Dorival Júnior que confundiu até seus jogadores. Já o técnico vascaíno não tentou surpreender, entrou com o time do mesmo jeito que vinha jogando, desde o início da temporada. Agora vai a Salvador praticamente classificado para a semifinal, simples assim.

Poucos e perigosos, muitos e inofensivos

conta gotas opio laudnoA partida entre Flamengo e Inter no Maracanã foi muito interessante. Daqueles 0 X 0 gostosos, onde a todo momento o narrador está gritando o nome do goleiro. Mas o melhor do jogo foi o contraste tático das equipes. De um lado o Colorado que ataca com pouquíssimos jogadores, mas mesmo assim é um temor para as defesas adversárias. Os gaúchos tem um trio ofensivo de dar inveja a qualquer time com Taison, D’Alessandro e Nilmar, mas é difícil ver outros jogadores se aproximando do trio letal. Raramente os laterais sobem e raramente os volantes chegam como surpresa. Do outro lado o Flamengo que ataca com o time inteiro, mas não consegue marcar gols. Vamos ver como será no estádio da Beira Rio

Imagem: Blog do Josias de Souza