Super Messi!

Nesta quarta, 17 de agosto, fui ao cinema para ver a decisão da Supercopa da Espanha entre Barcelona e Real Madrid.

A experiência de ver um jogo de futebol na telona e, principalmente um jogo do Barça, é quase indescritível, simplesmente sensacional.

O que eu e Val não sabíamos é que veríamos um filme de super heróis, um thriller de mocinhos e bandidos…

A partida foi demais, teve de tudo. Golaços, disposição tática, pancadaria, confusão e muito futebol.

Pelo lado do Real, alguns pontos positivos: a marcação pressão no campo de ataque, um Di María muito lúcido na meia cancha e um Benzema agudo na frente que fez lembrar aquele atacante que surgiu com toda pompa e classe no Lyon.

De negativo o de sempre, Pepe, Khedira e Xabi Alonso dando porrada atrás de porrada, Cristiano Ronaldo nos já tradicionais chiliques e Mourinho com a velha soberba, tentando tirar o foco do campo e bola, talvez a única forma de bater o esquadrão azul e grená. Sem falar na covardia do lateral Marcelo, primeiro um chute sem bola no quadril de Messi, depois um tesoura assassina no estreante Cesc Fàbregas.

Pelo lado catalão, vários destaques. Abidal e Mascherano muito bem na linha defensiva, Xavi com sua visão de raio x, capaz de enxergar todos os espaços do campo, e Iniesta jogando o fino da bola, com direito a golaço e a caneta desmoralizante.

Mas o diferencial do Barça, mais uma vez, foi o argentino Lionel Messi. Ou como estamparam os jornais catalães nesta manhã, Super Messi!

A Pulga foi caçada em campo. Sofreu mais de 10 faltas na partida, foi chutado por Marcelo sem bola, covarde. Mas os super heróis não se importam com vilania alheia e mais uma vez brilhou a estrela do Super Messi.

No primeiro gol Barcelonista, o argentino carregou a bola pelo meio, fez com que o ótimo Ricardo Carvalho saísse em seu encalço e, com um passe magistral, colocou Iniesta na cara do gol, jogada finalizada com com maestria pelo meia.

No segundo, uma improvável tabela no meio da área. Messi de peito, Piqué de calcanhar e Messi pras redes com um toque de crueldade que deixou Iker Casillas estatelado no chão e Cristiano Ronaldo de joelhos, na vã tentativa de parar o argentino.

Quando Benzema empatou a partida, aos 36 do segundo tempo, todos se acomodaram nas poltronas do cinema já à espera da prorrogação. 

Mas o Barça tinha Messi, ou melhor, Super Messi!

Aos 44, Fàbregas tocou a bola pro argentino na ponta da área e, de primeira, ele achou Adriano nas costas de Marcelo. O lateral devolveu a bola pro meio da área, buscando Seydou Keita, prontinho pra balançar as redes. Mas Messi se antecipou ao malinês e, também de primeira, soltou uma bomba sem chances de defesa para Casillas. Gol, vitória e título pro Barcelona de Super Messi!

Na temporada passada, Messi balançou as redes 53 vezes e deu outras 24 assistências. Na atual, a coisa começa no mesmo ritmo. Em apenas dois jogos oficiais, a Pulga já marcou 3 vezes e deu um passe pra gol.

Há quem diga que ele não pode ser colocado entre os maiores de todos os tempos porque na Seleção Argentina não repete as mesmas atuações do Barça, afirmação da qual discordo frontalmente.

Mas o certo é que quando veste o uniforme azul e grená, Lionel se transforma em Super Messi!

Imagem: Fanisetas
Vídeo: Sportoons

11 candidatos à revelação da Copa

Altidore

Eu não creio na seleção yankee para surpreender na África do Sul, mas acho que o time do Tio Sam pode sim passar de fase. Em um grupo com Inglaterra, Eslovênia e Argélia, dá pra imaginar que os estadounidenses belisquem um segundo lugar. E se surpreenderem mais pra frente, vão depender dos gols de Altidore.

Bendtner

Bendtner é um jogador questionado no Arsenal. Perde alguns gols fáceis e a torcida não aprova seu estilo de vida um tanto quanto noturno. Mas na última temporada ele mostrou que vem evoluindo. Finalizando melhor, oferecendo outras funções à equipe, chegou a atuar no meio, aberto pela direita. Os escandinavos costumam aprontar nos mundiais e Bendtner é, sem dúvida, o melhor jogador da Dinamarca.

Carlos Vela

O México tem totais condições de passar de fase na Copa da África do Sul. Em um grupo sem potência e sem galinha morta, pode acontecer de tudo. Se passa em primeiro pega o segundo do grupo da Argentina que, salve algum tropeço dos hermanos, não deve ser nenhum bicho de 7 cabeças. Eu não acredito, mas o México pode chegar longe. E vai depender dos pés de Carlos Vela.

Di Maria

A Argentina tem um time repleto de craques do meio pra frente. Messi, Milito, Tévez, Aguero, Higuaín, Verón. E também Angel Di Maria, que comeu a bola nesta temporada atuando pelo Benfica. Se a Argentina for campeã ou mesmo chegar à final, Di Maria pode ser a grande revelação do torneio.

Dominic Adiyiah

As chances de Gana foram drasticamente reduzidas depois do corte do craque Michael Essien, pra mim o melhor volante do mundo. Em um grupo com Alemanha, Sérvia e Austrália, não será fácil classificar às oitavas de final. Sem Essien, a esperança de Gana recai sobre os pés de Dominic Adiyiah, de 20 anos. O jovem atacante que destruiu no Mundial sub 20 do ano passado – artilheiro e eleito craque da competição – é muito talentoso. Foi formado nas categorias de base do Feyernoord (Holanda) e na última janela de inverno foi contratado pelo poderoso Milan, da Itália. Continue lendo