A maior defesa da história das Copas!

No último segundo da prorrogação, confusão na área uruguaia. Um homem de camisa celeste tiro o gol certo em cima da linha, mas a bola segue viva. Dominic Adiyiah testa firme, a bola passa pelo goleiro Muslera, pelo lateral Fucile e se encaminha às redes.

Mas eis que aparece a mão salvadora de Luis Suárez, atacante da Celeste Olímpica. Atacante? Peraí, então é pênalti!

Foi pênalti sim senhor. Mas a chance da vitória foi desperdiçada por Asamoah Gyan que bateu a infração no travessão. Pênalti perdido, jogo terminado. E decisão na marca da cal.

E na disputa de pênaltis o Uruguai levou a melhor sobre Gana.

A defesa salvadora de Luis Suárez no último suspiro da prorrogação lhe rendeu o cartão vermelho, mas garantiu à Celeste Olímpica uma vaga nas semifinais da Copa, algo que não acontecia há 40 anos.

Por isto insisto, a mão de Luiz Suárez na cabeçada de Dominic Adiyiah não foi simplesmente um pênalti, foi a maior defesa da história das Copas!

Que Gordon Banks que nada, a maior defesa de todos os tempos é essa de Luis Suárez!

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A maior defesa da história das Copas!, postado via vodpod

Imagem: Fifa
Vídeo: Globo
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Gol de técnico

Há uns dez dias o técnico do Nagoya Grampus fez um golaço na partida contra o Yokohama Marinos pela J-League.

O gol, logicamente não valeu, mas mesmo assim merece uma placa no Nissan Stadium.

O autor do gol é o célebre e controverso craque iugoslavo – no mundo de hoje seria sérvio – Dragan Stojkovic.

Pros mais novos, Stojkovic era um daqueles clássicos camisas 10 que hoje quase não existem e pelos quais tanto choram os mais românticos dos críticos. Extremamente técnico, errava no máximo 3 passes por temporada e era capaz de dar lançamentos perfeitos de 50, 60 metros.

Na Copa de 90 Stojkovic foi o grande jogador da Iugoslávia e fez uma partida épica contra a Espanha nas oitavas de final, marcando dois golaços! Ironicamente foi um dos 3 jogadores que perderam os pênaltis que resultaram na eliminação iugoslava nas quartas contra a Argentina.

Um jogador fantástico que na final da Champions League de 1991, atuando pelo Olympique de Marselha, se negou a bater um pênalti contra seu ex clube, o Estrela Vermelha de Belgrado, seu time de coração. Nesta final os iugoslavos ficaram com o título com um 5 X 3 nas penalidades.

Mas 2 anos depois Stojkovic se redimiu com a torcida da riviera francesa e ajudou o mesmo Olympique de Marselha a conquistar a Champions de 93, derrotando o poderoso Milan na decisão.

Sem mais delongas, vale a pena ver o lance do técnico Dragan Stojkovic.

Canal do Youtube: The Jamie Bullen Channel

Do outro lado da marca de cal…

Não é todo dia que vemos jogador de linha pegar pênalti.

Até porque, geralmente, eles não estão sob o travessão no momento da cobrança.

Mas neste fim de semana o meia Jan Rosenthal, do Hannover 96, conseguiu a façanha.

O goleiro do seu time foi expulso na partida contra o Wolfsburg, de Josué e Grafite, pela Bundesliga.

Como as 3 substituições já haviam sido feitas, Rosenthal foi pra meta.  E impediu o gol de Dzeko.

Mesmo assim o Hannover perdeu por 2X1.

Mais espetacular que Jan Rosenthal foi o centroavante Gaúcho, na época à qual me refiro jogador do Palmeiras.

Em 88 o Brasileirão não admitia empates. Todo jogo que terminasse em igualdade ia pras penalidades.

O Palmeiras vencia o Flamengo no Maracanã por 1X0. Já no finalzinho da partida o goleiro Zetti fraturou a perna em um dividida com Bebeto.

Gaúcho foi pro gol e no primeiro ataque o Flamengo empatou, Bebeto de cabeça.

Tinha que ser assim.

Na disputa por pênaltis Gaúcho pegou duas cobranças (Zinho e Aldair) e saiu do Maraca glorificado.

É uma das minhas lembranças futebolísticas da infância. Uma das preferidas.