Noite de bruxas e um silêncio azul

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O Estudiantes conseguiu o que pouca gente acreditava, bateu o Cruzeiro no Mineirão e sagrou-se, pela quarta vez, campeão da Copa Libertadores.

Sob a batuta de Juan Sebastian Verónla Brujita – o time pincharrata jogou como um legítimo campeão.

Time por time, até acho o Cruzeiro ligeiramente superior. Mas também não tenho dúvidas que nas duas partidas finais o Estudiantes foi melhor. Em La Plata sufocou o Cruzeiro que se salvou graças à atuação perfeita do goleiro Fábio e só ameaçou nos últimos 10 minutos de jogo. Já na decisão do Mineirão, o Estudiantes encontrou muito espaço nos contra ataques e o time celeste não conseguiu sufocar os argentinos como eles fizeram em La Plata.

Então, levando-se em conta os dois jogos finais não tem como negar, o título ficou em ótimas mãos.

A china azul lotou o Gigante da Pampulha, mas com o passar do tempo e o aumento da tensão foi se calando e o time sentiu a falta do tão falado 12º jogador.

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Dentro de campo o jogo foi como queria o Estudiantes. Trancado, truncado, parado.

O Cruzeiro não conseguia ultrapassar as duas linhas de 4 armadas pelo treinador Alejandro Sabella e não ameaçava o goleiro Andújar. Já nos contra ataques, Gastón Fernández e Mauro Boselli levavam perigo ao gol de Fábio, embora faltasse um pouco de capricho nas finalizações.

veron_beija_a_taçaO gol de Henrique, aos 7 do segundo tempo, poderia ter mudado o jogo. Mas foi aí que o Estudiantes se apresentou como um verdadeiro campeão. E foi aí que apareceu a bruxa, o maestro argentino, Verón.

O time argentino não sentiu o golpe. 4 minutos depois do gol cruzeirense la brujita – que foi o jogador que mais roubou bolas na partida, 7 ao todo – recebeu um passe na esquerda, levou para o meio sem ser incomodado e encontrou Cellay livre livre na ponta direita. O cabeludo cruzou fechado e dentro da pequena área Gastón Fernández só empurrou para as redes.

Após o empate o Estudiantes tomou conta da partida e parecia jogar em La Plata. A torcida cruzeirense emudeceu por completo e dentro de campo o time se perdeu.

Aos 27 minutos Boselli marcou o gol da virada. O gol que lhe garantiu a artilharia da competição (8 gols) e assegurou a 4ª Copa Libertadores da história do Estudiantes.

Na base do abafa o Cruzeiro ainda tentou empatar, até meteu uma bola na trave, mas nada de gol.

Não acredito que houve oba oba por parte do time cruzeirense. O Adílson me parece sério e centrado demais pra deixar que o grupo se contaminasse pelo clima de já ganhou. Pra mim o Estudiantes venceu na bola mesmo, nem essa de catimba argentina cola.

Oba oba houve, e disto não há dúvida, nos órgãos de imprensa que levam a sério a história do É o Brasil na Libertadores. Mas o bairrismo profissional de Globo, Sportv e afins também já não surpreende ninguém.

Com soberba e salto alto ou não, deu Estudiantes na final da Libertadores.

Noite de bruxas e um silêncio azul no Mineirão…

O famoso gol de Juan Ramón Verón contra o Manchester United no Mundial de 68. O gol da Bruja, pai da Brujita, valeu o título intercontinetal aos Pinchas.

O famoso gol de Juan Ramón Verón contra o Manchester United no Mundial de 68. O gol da Bruja, pai da Brujita, valeu o título intercontinetal aos Pinchas.

Imagem Original: Notas de FútbolSuperesportes e Sport Vintage
Efeito: Picnik
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Milagre no Bosque

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Este fim de semana a cidade de La Plata viveu uma das mais emocionantes viradas da história do futebol, um jogo que pode tranquilamente ser comparado à famosa Batalha dos Aflitos, ao Milagre de Berna ou a qualquer outra destas partidas épicas que marcaram o esporte bretão.

O Gimnasia y Esgrima La Plata – tradicional rival do Estudiantes que enfrenta o Cruzeiro pela final da Libertadores – recebeu o Atlético Rafaela pela respescagem do campeonato argentino. Lá na terra dos hermanos os dois últimos colocados são rebaixados diretamente enquanto o 17º e o 18º disputam o que eles chamam Torneio de Promoção contra o 3º e 4º colocados da segundona.

Na partida de ida o Rafaela havia vencido por 3 X 0 com 3 gols do centroavante Aldo Visconti. Um placar igual manteria os Lobos de La Plata na primeira divisão. O estádio do Bosque estava lotado para apoiar o Gimnasia em uma tarefa que a princípio já era duríssima.

Com o desenrolar da partida o que era difícil começou a parecer impossível. Além do 0 X 0 no placar do primeiro tempo, os Lobos ainda tiveram um jogador expulso ainda na primeira etapa.

Mas este não era um jogo qualquer.

Aos 27 do segundo tempo o atacante Diego Alonso, que até então havia marcado apenas um gol no Clausura 2009, abriu o marcador. Mas ainda faltavam 2 gols para que o Gimnasia se mantivesse na primeira divisão.

O jogo correu com mais uma expulsão pra cada lado e nada de gol pra nenhum dos dois times. Até os 44 do segundo tempo. Foi quando apareceu a figura do atacante Franco Niell, de 26 anos e 1 metro e 62 de altura.

O Anão, como é conhecido Niell no futebol argentino, saiu do banco de reservas e, como um gigante, marcou duas vezes e garantiu os Lobos na primeira divisão.

Ironia maior, os dois gols do Anão foram de cabeça.

O primeiro aos 44 da etapa final e o gol decisivo, o da permanência, aos 47 minutos, bem no apagar das luzes.

Vitória emocionante, histórica do Gimnasia Y Esgrima!

E uma lição para o Cruzeiro, os de La Plata – sejam Lobos ou Pinchas – são propensos às grandes façanhas!

Imagem: Gimnasia y Esgrima La Plata

E dá-lhe cotovelos

0 X 0 na primeira decisão da Libertadores. E se faltaram gols pra Cruzeiro e Estudiantes em La Plata, sobraram cotovelos pra todos os lados.

estudiantes cruzeiro

O jogo foi muito pegado e faltoso, 58 infrações ao todo, 33 do time mineiro e 25 do platense.

Mesmo com tanta porrada houve tempo para o futebol. O time de La Plata teve 5 boas oportunidades para marcar e em todas elas o goleiro Fábio foi perfeito. Das cinco defesa destaco 3 como realmente excepcionais. A falta do Verón no primeiro tempo, o chute de fora da área do mesmo camisa 11 dos Pinchas que Fábio nem deu rebote e, principalmente, a cabeçada de Rolando Schiavi no segundo tempo. Sem dúvida o empate tem nome.

Mas apesar do goleiro cruzeirense ter sido o melhor em campo, a melhor chance da partida foi da equipe mineira. Em um despretensioso cruzamento da esquerda o goleiro Andújar, atual titular da seleção argentina, soltou a bola no pé do atacante Kléber, pouco a frente da marca do pênalti. E inexplicavelmente ele, que joga tanto, perdeu o gol. Bola pra fora que fez o narrador global, tão bairrista, enrolar a língua e segurar o grito.

taça libertadoresE não foi só esta, nos últimos 10 minutos o Estudiantes se desestruturou e o Cruzeiro tomou conta do jogo. Se tivesse caprichado um pouquinho mais tinha vencido a partida.

De qualquer forma o resultado foi bom para o Cruzeiro que decide em casa. Mas os mais eufóricos que segurem a onda. Tradicionalmente os argentinos jogam com as duas partidas sem pesar muito o mando de campo, sem tanta pressão por fazer o resultado em casa. Basta lembrarmos a final da Copa Sulamericana do ano passado quando o mesmo Estudiantes perdeu em La Plata para o Inter, foi ao Beira Rio e venceu no tempo normal, perdendo o título só na prorrogação.

A decisão da Copa Libertadores ainda está aberta, mas sem dúvida o Cruzeiro entra como favorito na Mineirão.

Imagens: Olé e Lazer Esportes

Conta gotas 2

Baile Catalão

festa catalãO Barcelona atropelou o Bayern de Muique pela primeira partida das quartas de final da Champions League. Foi um verdadeiro baile, 4X0 com gols de Messi (2), Henry e Eto’o. Todos os gols no 1º tempo. Na segunda etapa o time catalão se dedicou apenas ao show. Belos dribles, trocas de passes e muita firula. O Bayern no primeiro tempo parecia um peru em véspera de natal, perdido e sem rumo. No segundo tratou de ver o show barcelonista de pertinho. 

Quase definido, quase

com um pé na semifinalO Chelsea conseguiu uma importantíssima vitória contra o Liverpool na primeira partida das quartas de final da Champions. 3 X 1 de virada em pleno Anfield Road com 2 gols do russo Ivanovic. Drogba fez o 3º. O gol do Liverpool foi marcado pelo espanhol Fernando Torres logo no início da partida. Destaque para o ganês Michael Essien que simplesmente anulou o cérebro vermelho, Steven Gerrard que não viu a cor da bola. E cada dia mais tenho a certeza, se Felipão pudesse ter contado com o volante africano as coisas teriam sido bem diferentes pra ele. Voltando ao confronto, o Chelsea pôs um pé e meio na semifinal. Mas do outro lado tem o Liverpool, então continuo com o quase definido, ou vocês não se lembram de Istambul?

Jogo de um nome só

fenix verdeA esperada partida na Ilha do Retiro entre Sport X Palmeiras foi um jogo de um nome só, Diego Souza. O meia acabou com o jogo, ajudou na marcação e foi responsável por todos os lances de perigo do verdão. Participou da jogada no primeiro gol e fez o seu, aliás, um golaço! Já quase tinha feito um parecido, mas o goleiro Magrão havia evitado com uma belíssima defesa. O Palmeiras vinha jogando esta partida há mais ou menos um mês, desde a derrota pro Colo Colo no Palestra Itália. O jogo de ontem era pra ser o que decretaria a morte do verdão na Libertadores. Esqueceram de avisar ao Diego Souza.

Engarrafado e atropelado

taxi e transito portenhoO Cruzeiro falhou feio na logística para a partida de ontem contra o Estudiantes, pela Copa Libertadores. Primeiro por não ficar na bela La Plata, capital administrativa da província. A cidade possui bons hotéis, não deu pra entender por que o Cruzeiro optou por ficar em Buenos Aires. E o que deu pra entender menos ainda é como a chefia da delegação azul ignorou o caótico trânsito portenho. Resultado, a equipe ficou presa no engarrafamento e chegou atrasada ao estádio. Se do lado de fora o time celeste ficou engarrafada, dentro de campo foi atropelado. 4 X 0 pro Estudiantes com gols de Verón, Gastón Fernández e Sánchez Prette (2). E fim da invencibilidade cruzeirense na temporada.

Cala a boca Klinsmann

em boca fechada nao entra mosquitoUm dia antes da partida contra o Barcelona no Camp Nou, o técnico Jurgen Klinsmann do Bayern de Munique disse à imprensa alemã que não tinha nada desta história de Lionel Messi ser o melhor jogador de futebol do mundo, que o cara mesmo era o francês Frank Ribéry. Não bastasse a bobagem, o ex centroavante da seleção alemã ainda complementou com o desafio: “Amanhã eles se enfrentarão, vocês poderão comprovar o que estou dizendo”. Nada contra o Scarface da bola de quem, admito, também sou fã. Mas não tem comparação com a Pulga, não mesmo. Klinsmann, em boca fechada não entra mosquito.

Com Drama…

inter campeao sul americanaFoi dramático. Como toda boa decisão deve ser.

A final da Copa Sul Americana foi um jogaço.

Não pela técnica. O jogo foi pegado demais e as trombadas foram mais frequentes que os dribles.

Mas não faltou emoção. A partida deixou tensos colorados, pinchas, basureros, gremistas e corações de todas as cores. 

O Gigante da Beira-Rio estava lindo, tingido de vermelho e confiança.

Mas não podia ser fácil.

O Inter começou bem. Dominou a faixa central do campo e acuou o Estudiantes. Mas agredia pouco.

A melhor chance foi com Nilmar, em impedimento, que depois de um cruzamento de Alex meteu a bola na trave de Andújar.

Depois disso o time argentino passou a gostar do jogo, como bem dizia o canhotinha de ouro.

Boselli chegou a marcar. Mas o bandeira, equivocadamente, assinalou impedimento.

Aliás, péssima a arbitragem do senhor Larrionda.

O Estudiantes voltou melhor no segundo tempo.

Com uma maior movimentação e o tradicional toque de bola hermano, a equipe argentina envolveu o time gaúcho.

A solução de Tite foi trocar Andrézinho por Gustavo Nery. 

Não deu outra, 2 minutos depois gol do Estudiantes. Alayes.

Silêncio absoluto no Beira-Rio.

O Inter sentiu o gol. Alex, o craque do time, não acertava um passe. A torcida calada parecia ausente.

Beira-Riaço?

Depois que Taison entrou no lugar de Alex as duas equipes só esperaram o término do tempo normal.

A prorrogação foi mais tensa ainda. Na primeira etapa a única chance foi de Bolívar, mas Andújar salvou.

Na segunda etapa o Inter voltou mais agressivo.

Tentou na classe com D´Alessandro, na força com Taison.

Aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação, o goleiro do Estudiantes salvou milagrosamente uma cabeçada de Danny Moraes e o rebote de Gustavo Nery.

Mas Nilmar estava lá. E o goleiro nada pôde fazer.

No meio do bate-rebate o centroavante colorado só empurrou para as redes.

Era a explosão encarnada.

O último título oficial que faltava ao Inter.

O primeiro brasileiro a conquistá-lo.

Com muito drama, a América voltou a ser colorada.

Parabéns Inter!

titulos oficiais inter

Bela Vitória

Bela vitória colorada na noite de ontem.

Foi só 1X0 e com gol de pênalti, é verdade. Mas fora de casa e com um jogador a menos desde os 24 do primeiro tempo.

E contra um bom time que não perdia no Estádio Ciudad de La Plata há 43 partidas, mais de 18 meses de invencibilidade.

Alex marcou o gol, mas os que jogaram muito mesmo foram D´Alessandro, Nilmar e Bolívar, este último pra mim o grande nome do jogo.

Outro que jogou muito bem foi o goleiro Lauro que nem foi muito exigido, mas matou a melhor jogada do Estudiantes que é a bola alta.

Embora o time de La Plata tenha jogadores técnicos, o ponto forte dos Pinchas são os cruzamentos de Verón para Boselli, Lázaro ou Calderón. É daí que surgiram quase 60% dos gols do Estudiantes nesta temporada.

Os pontos negativos foram Guiñazu, expulso infantilmente antes da metade do primeiro tempo. Álvaro que só não foi expulso pela complacência do senhor Carlos Amarilla.

E o pior do Inter sem dúvida foi Tite. Trocar Nilmar, Alex e D´Alessandro por Gustavo Nery, Sandro e Danny Morais? É muita vontade de empatar pro meu gosto…

Mesmo com Tite e Gustavo Nery o Inter bateu o Estudiantes em La Plata e pôs uma mão na Taça.

Timinho!

carlos alberto brujita veron

Evito este tipo de comentário, mas hoje grito com todas as letras: TIMINHO!!!!

É o que o Botafogo demonstrou ser na partida de ontem contra o Estudiantes de La Plata.

Um timinho, um timeco.

O alvinegro carioca simplesmente se esqueceu da bola… foi só porrada!

Um time medíocre metido a valente. Nem isso é. Foi covarde, isso sim.

Abusou das cotoveladas, carrinhos e faltas por trás… intimidação verbal…

Sem falar no destempero do zagueiro André Luís… de novo… Possesso… Descontrolado…

La Brujita Verón foi quem mais sofreu com as pancadas.

O jogo só não terminou antes do tempo porque o juiz com nome de melancia era mesmo um banana.

O Botafogo não ganha nada. E não sabe perder.

Triste, um clube sem função. Vive das glórias do passado. Virou chacota.

Se aplicasse metade da energia que gasta para reclamar e dar porrada, tenho certeza, não perdia pra ninguém.

Como dizem nossos hermanos, QUE PAPELÓN!

No paulistão de 86 Dimas, do XV de Jaú, expulsa o árbitro Carlos Nascimento

No paulistão de 86 Dimas, do XV de Jaú, expulsa o árbitro Antônio Carlos Gomes do Nascimento