Gol de placa? Não, gol de Messi!

O Barcelona venceu o Real Madrid no Santiago Bernabéu, 2 x 0 com 2 gols de Lionel Messi.

O segundo, uma pintura!

Um gol maradoniano que me fez lembrar o gol do eterno 10 argentino em outra semifinal, a da Copa de 86, contra a Bélgica.

site oficial do Barça preferiu a expressão Messídico para ilustar a obra prima do melhor do mundo.

Mas a definição que eu mais gostei foi a do André Kfouri na transmissão da ESPN, “um gol de Messi”, simples assim.

O repórter ainda completou com maestria, “temos que nos acostumar com esta expressão”.

Como se Messi fosse um sinônimo de beleza, de genialidade.

E por acaso não é?
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Messídico!, postado via vodpod

Vídeo: Globo

Essa até o Nelson concorda…

Do imenso apontoado do mestre Nelson Rodrigues, ilustre torcedor tricolor, uma das mais populares é

Toda unanimidade é burra.

retirada do livro A mulher que amou demais, de 1949.

Ouve-se a pérola cantada e versada, à boca larga ou miúda, nos botequins de esquina e nas faculdades de jornalismo.

Mas outro tricolor fez com que o mundo desmentisse o gênio.

Neste domingo todo o país dormiu com uma certeza, Dario Conca foi o craque do Campeonato Brasileiro.

Burrice ou não, o Brasil inteiro aplaude o argentino.

O pequenino Conca. O incansável Conca. O craque Conca.

E do seu túmulo, tenho a certeza de que Nelson acompanha o gesto unânime.

Imagens: Mentes Inquietas e Terra Esportes

Adjetivando o substantivo

Não se trata de aula de gramática, o assunto é futebol, mais precisamente Lionel Messi.

Há quase 4 meses eu não escrevia no Ópio, mas hoje não pude me calar, não depois do que vi o argentino fazer no Camp Nou.

4 gols que o igualam a Rivaldo, maior artilheiro azul e grená em competições européias. 4 gols que o tornaram o 8º maior artilheiro em jogos oficiais de toda história do Barça, deixando pra trás duas lendas, o búlgaro Hristo Stoichkov e o catalão Josep Escolá, mito dos anos 30 e 40 do século passado.

Aqui no Ópio já chamei Messi de gênio, craque, monstro e até Deus um dia ousei. Mas confesso que hoje me faltam palavras, me faltam adjetivos.

Os adjetivos não se enquadram mais a Messi, não há o que dizer. Somente o som cru das palmas se chocando, do coração palpitando a cada drible, a cada passe, a cada gol.

Messi não pode mais ser chamado de craque, de gênio, de monstro. Como seus compatriotas Piazzolla, Borges e Cortázar, ele extrapolou… tornou-se maior que sua própria arte, maior que qualquer adjetivo.

Messi é o melhor, é simplesmente Messi.

Caricatura: André Fidusi