No, we can’t

obama-yes-we-can-verde_amareloO Brasil sagrou-se campeão da Copa das Confederações após vencer na final o Estados Unidos por 3 X 2. E de virada!

Antes de mais nada parabéns a este grupo – incluindo aí a comissão técnica encabeçada por Dunga –  tão criticado e que mantém sua vitoriosa trajetória de bons resultados e futebol pra lá de duvidoso.

Congratulações à parte queria levantar dois pontos:

O primeiro é a exacerbada euforia da imprensa oficial, leia-se Globo e seu filhote Sportv. Assistindo alguns programas da rede de comunicação global parecia que havíamos ganhado uma Copa do Mundo e só eu não sabia que já estávamos em 2010.

Coloquemos os pingos nos is, a Copa das Confederações é um torneio secundário de nível técnico bastante discutível. Nesta edição por exemplo, tínhamos 3 seleções do primeiro escalão do futebol mundial – Brasil, Itália e Espanha. Duas equipes que podemos colocar aí num terceiro escalão da bola – Egito e Estados Unidos. E 3 seleções que, se jogasem nosso brasileirão, suariam para se manter na terceira divisãoIraque, África do Sul e Nova Zelândia.

Mas o que mais me chamou a atenção na vitória brasileira na final da Copa das Confederações não foi a grande virada, nem o magnífico gol do Luís Fabiano, nem mesmo o ufanismo piegas da nossa mídia oficial. Foi o galáctico Kaká evocando Barack Obama.

Segundo conta a lenda do título, no intervalo – quando o Brasil perdia por 2 X 0Kaká motivou o grupo utilizando-se do slogan da campanha eleitoral do atual presidente estadounidense, o famoso e reptido Yes we can.

Duro é saber que a seleção brasileira de futebol precise recorrer a discursos motivacionais para vencer o Estados Unidos. A vitória contra a seleção estadounidense deveria ser óbvia, mais que natural.

Por isto Kaká, Dunga e todos os defensores da ideologia do resultado,

não, nós não podemos ser assim!

A seleção brasileira merece mais que somente os 3 pontos no final da partida.

zangado_7_anoes grumpy_7_dwarfsZangado ainda vive com a Branca de Neve, é apaixonado e viciado por futebol.

Tanto que se tiver que escolher entre jogar bonito ou ganhar, não hesita em escolher a primeira opção.

Como conhece Dunga intimamente, fruto de anos de convivência, é nosso colunista especial para Seleção Brasileira.

Imagens: Diabolim e Grumy Git
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Eu me assumo

junkieO incomparável Fiódor Dostoievski dizia que a história de um homem é a história de seus vícios. Quem me conhece sabe o quanto sou propenso ao vícios, diariamente fumo pelo menos 2 maços de cigarro, tomo 2 litros de café. Sou um contundente comedor de açucar – principalmente na forma de chocolate ou sorvete -, sem falar em tantos outros vícios, alguns lícitos ouros nem tanto, que cultivei e sigo a cultivar ao longo dos anos.

Neste fim de semana pude me deparar, ou pelo menos reconhecer mais um destes vícios.

Sempre gostei muito de futebol, embora não carregue comigo o fanatismo clubístico. Já fui fanático, é verdade, mas em outros tempos. O passar das primaveras e dos carnavais trouxeram pra mim um gosto pelo esporte bretão em seu sentido mais amplo, afastado do amor ao clube e levando o coração a acercar-se da bola propriamente dita.

Mas neste fim de semana não tive mais como fugir. Na manhã fria de domingo assisti, na íntegra, a partida África do Sul X Iraque pela Copa das Confederações. Minha desculpa interna era que queria ver o time do seu Natalino. Simplesmente horrível, não há outra palavra pra definir a partida. Quase tão ruim como aquele fatídico Brasil 0 X 0 Bolívia no Engenhão, pela eliminatórias pra Copa de 2010.

Depois de ver os mais de 90 minutos de África do Sul 0 X 0 Iraque – placar mais que lógico e justo pela bola jogada – não tive outra opção se não encarar de frente, me assumir.

Sou, inveteradamente, viciado em futebol

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Imagens: Twoday e Fifa