O melhor time da Copa!

Não sei se a Alemanha vencerá a Copa do Mundo da África do Sul, mas os germânicos já garantiram o título de melhor time do Mundial.

Foram 3 goleadas em cinco jogos e duas partidas simplesmente memoráveis, históricas.

A primeira foi o 4 X 1 na Inglaterra. A turma de Joachim Low deu aula de contra ataques e foi bem superior ao badalado English Team.

O segundo show aconteceu neste sábado, irrefutável 4 X 0 contra a Argentina de Messi, Higuaín e companhia. Foi uma verdadeira aula de futebol. Fiquei impressionado com as saídas em bloco dos alemães, com a velocidade e a eficiência do time germânico.

Mauro Cezar Pereira definiu muito bem esta equipe alemã no pós jogo da Espn Brasil:

Pra Alemanha não basta vencer, tem que triturar.

Apesar de apostar na Argentina, eu disse aqui que a Alemanha era o time que havia jogado o melhor futebol nesta Copa. E depois do massacre da Cidade do Cabo só me resta ratificar esta posição.

Mesmo sem tanta grife, a Alemanha joga uma bola fina neste Mundial. Joga bonito sem fugir à sua característica histórica de força, coletividade e aplicação tática.

Salve o bom futebol alemão, o melhor desta Copa do Mundo!

Imagem: Fifa
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Eu sou mais 82!

Ontem recebi este excelente vídeo do grande amigo Matheus Amzalak – que o outro grande amigo Fernandinho Carnaval carinhosamente apelidou de O Menino Maluquinho.

Foi impossível não comparar.

Dunga não perde a oportunidade de alfinetar a fantástica geração de 82, sempre lembrando que os pupilos do mestre Telê Santana nunca ganharam uma Copa do Mundo.

É verdade que eles não levaram o mundial da Espanha, aliás, esta turma de craques passou pela seleção sem levantar nenhuma taça oficial, nem mesmo uma Copa América.

São coisas da bola.

Mas nem por isto a geração de Zico, Sócrates, Éder Aleixo, Júnior, Falcão e Luisinho pode ser diminuída.

27 anos depois da fatídica derrota para a Itália do endiabrado Paolo Rossi, o Brasil e o mundo continuam a reverenciar este time que encantou a todos nos gramados da Espanha.

Já a seleção do Tetra – mesmo vitoriosa – não recebe um décimo das homenagens e piropos destinados ao time de 82.

Resumo da ópera: Os títulos entram para a história, mas a beleza do jogo fica guardada em nossos corações.

O futebol é disparadamente o esporte mais lúdico que já inventou nossa medíocre humanidade.

E por esta característica lúdica, quem ama futebol de verdade considera o ganhar como uma coisa quase secundária. Claro que é ótimo vencer. Mas bom mesmo é jogar, brincar, se divertir. Esta é a essência do jogo. Não a vitória a qualquer custo.

E como costuma dizer outro mestre – Fernando Calazans – se o Zico nunca venceu uma Copa do Mundo, azar das Copas!

Por estas e por outras é que eu sou mais 82!

Canal do Youtube: Sebfootball

Sem confetes nem purpurinas

confetes-purpurinas-serpentinas-carnavalSempre fui tachado de utópico por minhas convicções políticas. E quando o assunto é futebol, muitos dos meus poucos amigos me rotulam como romântico. O que, sinceramente, não concordo, embora respeite a opinião deles.

Pra mim não se trata de romantismo e utopia, mas simplesmente da forma como enxergo o mundo, como vejo as coisas. Não tenho culpa se a obra prima As Veias Abertas da América Latina me influenciou e me ensinou mais sobre a história que todos os livros didáticos da minha vida escolar juntos.

No futebol também tenho minhas preferências, minhas influências. Prefiro por exemplo o estetismo sem títulos dos times do Wenger à eficiência catedrática das equipes do contestado – mas vitorioso – Carlo Ancelotti.

Em clubes até entendo a obsessão pela vitória, mesmo que ela não precise ser acompanhada por aplausos. Mas quando tratamos de seleção, aí não!

Uma seleção joga mais ou menos 10 partidas por ano. Então me digam, faz algum sentido tirarmos os melhores jogadores de seus clubes – que pagam seus salários – pra jogarmos única e exclusivamente pra vencer? Pra mim não.

Pra mim as seleções devem servir para mostrar e ratificar o estilo de jogo de um país. A reunião dos grandes craques de uma nação com o objetivo único de jogar bola. Do jeito que o povo gosta, do jeito que o povo quer. As seleções, principalmente em países que cultuam tanto o futebol como o Brasil, deveriam constituir um traço da identidade cultural do país. E não ser uma máquina burocrática que só visa a vitória… e  o pior, a vitória a qualquer custo.

Por isto registro aqui meus parabéns à classificação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da África do Sul. Também parabenizo o ex companheiro Dunga pelos resultados no comando do escrete canarinho, mas só por isto.

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A vitória sobre a Argentina foi grandiosa, histórica, disto não restam dúvidas. Mas não consigo apreciar o futebol da seleção do Dunga. Um time que se posta atrás e que é realmente fulminante nos contra ataques e letal nas bolas paradas. Mas não passa daí. Um time que – tristemente – não dribla, que não tem a cara do Brasil, do futebol brasileiro.

E até a tal solidez defensiva da seleção eu questiono. Ou será que já nos esquecemos dos vareios de bola que tomamos do Paraguai em Assunção, do Uruguai em pleno Morumbi e, principalmente, em Quito quando o Equador chutou nada mais nada menos que 39 bolas contra nossa meta. Ah se não fosse Júlio César, este sim é sólido!

Sem falar na fatídica derrota pra Venezuela, no aperto que tomamos do Canadá e do Egito e da sequência de partidas sem gols jogando em território nacional.

Por tudo isto volto parabenizar a classificação para a Copa e os resultados que, não se pode negar, são realmente ótimos.

Mas meus parabéns não levam consigo nem confetes nem purpurinas.

zangado_7_anoes grumpy_7_dwarfsZangado é um dos 7 anões da Branca de Neve e mesmo do Reino da Fantasia é o colunista especial do Ópio do Povo para assuntos da seleção brasileira.

Imagens: Novas Estações,
Papo de Homem
e Grumy Git

No, we can’t

obama-yes-we-can-verde_amareloO Brasil sagrou-se campeão da Copa das Confederações após vencer na final o Estados Unidos por 3 X 2. E de virada!

Antes de mais nada parabéns a este grupo – incluindo aí a comissão técnica encabeçada por Dunga –  tão criticado e que mantém sua vitoriosa trajetória de bons resultados e futebol pra lá de duvidoso.

Congratulações à parte queria levantar dois pontos:

O primeiro é a exacerbada euforia da imprensa oficial, leia-se Globo e seu filhote Sportv. Assistindo alguns programas da rede de comunicação global parecia que havíamos ganhado uma Copa do Mundo e só eu não sabia que já estávamos em 2010.

Coloquemos os pingos nos is, a Copa das Confederações é um torneio secundário de nível técnico bastante discutível. Nesta edição por exemplo, tínhamos 3 seleções do primeiro escalão do futebol mundial – Brasil, Itália e Espanha. Duas equipes que podemos colocar aí num terceiro escalão da bola – Egito e Estados Unidos. E 3 seleções que, se jogasem nosso brasileirão, suariam para se manter na terceira divisãoIraque, África do Sul e Nova Zelândia.

Mas o que mais me chamou a atenção na vitória brasileira na final da Copa das Confederações não foi a grande virada, nem o magnífico gol do Luís Fabiano, nem mesmo o ufanismo piegas da nossa mídia oficial. Foi o galáctico Kaká evocando Barack Obama.

Segundo conta a lenda do título, no intervalo – quando o Brasil perdia por 2 X 0Kaká motivou o grupo utilizando-se do slogan da campanha eleitoral do atual presidente estadounidense, o famoso e reptido Yes we can.

Duro é saber que a seleção brasileira de futebol precise recorrer a discursos motivacionais para vencer o Estados Unidos. A vitória contra a seleção estadounidense deveria ser óbvia, mais que natural.

Por isto Kaká, Dunga e todos os defensores da ideologia do resultado,

não, nós não podemos ser assim!

A seleção brasileira merece mais que somente os 3 pontos no final da partida.

zangado_7_anoes grumpy_7_dwarfsZangado ainda vive com a Branca de Neve, é apaixonado e viciado por futebol.

Tanto que se tiver que escolher entre jogar bonito ou ganhar, não hesita em escolher a primeira opção.

Como conhece Dunga intimamente, fruto de anos de convivência, é nosso colunista especial para Seleção Brasileira.

Imagens: Diabolim e Grumy Git