Tarde no Maraca

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No último domingo estive no Maracanãzinho para cobrir o Jogo das Estrelas do NBB.

Mas desde sábado, antes de embarcar rumo à cidade maravilhosa, só conseguia pensar no Maracanã, no Flamengo X Vasco.

Eu já conhecia o gigante carioca de infância, mas nunca havia presenciado um clássico. E eu estaria ali ao lado, pertinho do Maraca.

No sábado à noite, na solidão do quarto do hotel, eu pensava no mítico estádio lotado e, sinceramente, não queria nem saber de basquete.

No domingo fui cumprir com minha obrigação, mas o coração e a cabeça seguiam frmes à suas idéias e seus ideais, fiéis ao esporte bretão.

Entre enterradas, tocos e assistências eu saía do ginásio pra encher os pulmões de fumaça e, principalmente, dar uma espiadinha na movimentação do lado de fora. E o coração batia em ritmo de gol.

Acabado o Jogo das Estrelas restou o dilema: o avião que me esperava no Galeão ou a minha espera, meu desejo por uma tarde no Maraca.

Depois de inúmeros e inúteis telefonemas não consegui mudar meu voô, ironicamente marcado para a hora do jogo. Cheguei a entrar no ônibus com os atletas e treinadores do NBB que me deixaria no Santos Dumont, metade do caminho para o Galeão

Mas o Maracanã estava ali, bem ao meu lado. 

E então pensei, que se foda o avião!

Na real, a partida nem foi boa. Muita falta, muito carrinho… e pouco futebol.

Mas valeu pela tarde no Maraca!