O caso Robert Enke

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A mensagem de luto é tudo que se pode ver ou ler no sítio oficial do Hannover 96, time do goleiro Robert Enke.

O corpo do goleiro alemão – super cotado pra ser titular da seleção germânica na próxima Copa do Mundo – foi encontrado nesta terça feira, dia 10, junto à linha férrea de Hannover.

E pra surpresa de todos a fatalidade não diz respeito a um acidente, mas ao suicídio do atleta.

Quando a hipótese surgiu na imprensa confesso que não dei muito crédito, mas logo apareceram declarações – da esposa e do psiquiatra do jogador – sobre o antigo e crônico caso de depressão do goleiro.

O problema teria aparecido em 2002 e se intensificado em 2006, após a morte de sua única filha biológica, Lara, de apenas 2 anos de idade.

Hoje foi encontrada a carta de despedida de Robert Enke, o que confirmou o suicídio.

O goleiro – que já teve passagem pelo Barça – vivia seu melhor momento na carreira, titular da seleção alemã e nome quase certo na próxima Copa.

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Para o amistoso contra o Chile no próximo sábado – já cancelado pela Federação AlemãEnke não estava convocado devido a um problema estomacal. Mas o técnico Joachim Low já havia dado mostras de que Enke estaria entre os 23 convocados para ir à África do Sul, provavelmente como titular.

Robert Enke deixa mulher, Teresa, e uma filha adotada de apenas 8 meses, Leila.

E também deixa uma importante reflexão sobre a enorme e desumana pressão exercida sobre atletas no esporte de alto rendimento

Uma curiosidade, em 2002 – às vésperas da Copa do Mundo – Robert Enke abraçou a campanha Don’t Kick the Dog, kick the Ball, da ong PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), que denunciava os maus tratos a cachorros e gatos na Coréia, uma das sedes da Copa.

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Imagens: Hannover 96, Vibiz Daily e Helping Animals