A democracia alemã

Agora a hierarquia é diferente. Dividimos as responsabilidades, vivemos uma democracia. E democracia no futebol é o que faz o time dar certo.

A frase é de Arne Frederich, zagueiro e eventualmente lateral da Seleção Alemã e do Hertha Berlim.

O tema mais abordado na coletiva alemã de ontem, 8 de junho, foi o corte do capitão Michael Ballack.

Não sei se na Alemanha as coisas são como em Minas, mas se lá para o bom entendedor o pingo também soa como letra, então dá pra falar que o grupo de jogadores da Seleção Alemã não ficou nada descontente com o corte de Ballack.

Imagem: Federação Alemã de Futebol
Anúncios

Tititi Alemão

A coisa anda feia na Seleção Alemã de Futebol.

O técnico Joachim Loew e os principais jogadores do time germânico andam se bicando publicamente.

Kevin Kuranyi abandonou a seleção no meio do jogo contra a Rússia. Frings reclamou da reserva nas duas últimas partidas e Miroslav Klose tem torcido o nariz para Loew.

Essa semana foi a vez do meia Michael Ballack criticar publicamente o treinador. Em entrevista concedida ao jornal Frankfurter Algemeine Zeitung, o jogador do Chelsea questionou a lealdade de Loew.

Ballack disse estar muito decepcionado com a forma como Loew vem tratando os grandes jogadores da Seleção, especiamente o amigo Torsten Frings.

O jogador ainda declarou estar chateado por não ter recebido um único telefonema do treinador após as duas cirurgias a que foi submetido semana passada.

Loew recebeu as declarações de Michael Ballack com surpresa e disse estar muito decepcionado com o meia.

Na alta cúpula do futebol alemão, a entrevista do jogador também não foi bem recebida.

Dirigentes de vários clubes e da federação alemã saíram em defesa do treinador.

O Kaiser Franz Beckenbauer foi curto e grosso: 

Existe muito sentimentalismo na seleção, fala-se demais. Acho que jogadores e treinador deveriam se calar e se concentrar apenas no futebol.