Olimpíada, bananas e o Meio de Campo

banana-e-macacoEsta semana muita gente me escreveu cobrando meu posicionamento em relação aos Jogos Olímpicos de 2016, evento que será sediado pelo Rio de Janeiro.

Bom, sinceramente não estou com a menor vontade de escrever sobre o assunto e não o farei. Sou completamente contra a realização da Olimpíada aqui, assim como não apoio a Copa de 2014.

Nada contra o Rio, cidade que levo em meu coração e que visito pelo menos 3 vezes ao ano, por trabalho ou por prazer. E nada contra meu país também. Mas não posso coadunar com a massa feliz que apoia a bandidagem responsável por tais eventos.

Colocar bilhões de dólares nas mãos de Eduardo Paes, Nuzman, Ricardo Teixeira, Chiquinho da Mangueira e companhia é como pedir pra raposa tomar conta do glinheiro ou pra um macaco cuidar da plantação de bananas… simplesmente não dá.

Mas já que falei de bananas e Jogos Olímpicos, aproveito para indicar aqui uma excelente leitura sobre o tema. O texto Olímpiadas no país das bananas, do jornalista e amigo João Paulo Ribeiro.

Pontual e ácido, João Paulo discorre sobre o tema contrapondo as bananas, fruto e gesto, que convivem em nosso esporte.

Vale a pena conferir!

Imagem: Meio de Campo
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Agora nem Bronze…

lucas leivaLucas, meio campo do Liverpool, teve sua casa roubada nesta última terça-feira, enquanto jogava contra o Atlético de Madrid pela Champions.

Foi a 6ª casa de jogador do Liverpool invadida este ano e a 8ª desde 2007.

Antes do brasileiro já haviam sofrido com os assaltos Robbie Keane, Dirk Kuyt, Pepe Reina, Daniel Agger, Steven Gerrard, além de Peter Crouch e Sinama Pongole, estes dois já fora do Liverpool.

Lucas lamenta os objetos afetivos que foram furtados.

Entre eles a medalha de bronze da Olimpíada de Pequim e suas primeiras camisas de Grêmio, Liverpool e Seleção Brasileira. 

O Último Tango em Santiago

Coco Basile não é mais o treinador da seleção argentina de futebol.

Adiós... o Hasta Luego!

Adiós... o Hasta Luego!

Alfio vinha sendo muito questionado tanto pela imprensa quanto pela torcida argentina.

Lá, como aqui, o povo não está satisfeito com a seleção. Os resultados e, principalmente, o futebol são pífios para um time com tanta qualidade. 

A sequência de derrotas para o Brasil e o irrestrito apoio ao meia Juan Román Riquelme também influenciaram o estremecimento das relações entre Basile, imprensa local e torcida.

Coco não suportou a pressão depois da derrota para o Chile em Santiago, pela última rodada das eliminatórias sul-americanas. E pediu demissão.

No cargo desde setembro de 2006, foram 28 jogos, com 14 vitórias, 8 empates e 6 derrotas nessa segunda passagem pela alvi-celeste.

O favorito para aassumir a posição é Sergio Batista, treinador da seleção olímpica campeã em Pequim.

Basile é um treinador folclórico, meio Papai Joel. Uma de suas frases mais célebres, é

Futebol não tem segredo. É só deixar os meninos jogar!

A Origem das Estrelas – Adhemar Ferreira da Silva

16,22 em Helsinque - Origem da Primeira Estrela Tricolor

A Origem das Estrelas...

Adhemar Ferreira da Silva foi o primeiro bi campeão olímpico do Brasil.

Foi ouro no salto triplo em dois jogos olímpicos seguidos,  Helsinque (1952) e Melbourne (1956).

Sei que muita gente há de perguntar, mas o Ópio não é um blog exclusivo sobre futebol?

É.

E o Adhemar, tem a ver com futebol?

A Origem da Volta Olimpica...

A Origem da Volta Olímpica...

Claro que tem.

Adhemar foi atleta do São Paulo e do Vasco.

As duas estrelas amarelas do distintivo do tricolor paulista representam dois recordes mundiais de Adhemar.

16,22 na Olímpiada de Helsinque (1952) e 16,33 no Pan da Cidade do méxico (1955).

Além disso uma velha tradição do futebol, a volta olímpica, tem origem em Adhemar.

Em Helsinque ele bateu o recorde mundial 4 vezes em seis tentativas.

O público, delirante, o fez dar uma volta completa na pista de atletismo para que pudesse ser ovacionado de pé por todo estádio.

Desde então os campeões do futebol têm por costume dar uma volta ao redor do campo para celebrar um título.