Do outro lado da marca de cal…

Não é todo dia que vemos jogador de linha pegar pênalti.

Até porque, geralmente, eles não estão sob o travessão no momento da cobrança.

Mas neste fim de semana o meia Jan Rosenthal, do Hannover 96, conseguiu a façanha.

O goleiro do seu time foi expulso na partida contra o Wolfsburg, de Josué e Grafite, pela Bundesliga.

Como as 3 substituições já haviam sido feitas, Rosenthal foi pra meta.  E impediu o gol de Dzeko.

Mesmo assim o Hannover perdeu por 2X1.

Mais espetacular que Jan Rosenthal foi o centroavante Gaúcho, na época à qual me refiro jogador do Palmeiras.

Em 88 o Brasileirão não admitia empates. Todo jogo que terminasse em igualdade ia pras penalidades.

O Palmeiras vencia o Flamengo no Maracanã por 1X0. Já no finalzinho da partida o goleiro Zetti fraturou a perna em um dividida com Bebeto.

Gaúcho foi pro gol e no primeiro ataque o Flamengo empatou, Bebeto de cabeça.

Tinha que ser assim.

Na disputa por pênaltis Gaúcho pegou duas cobranças (Zinho e Aldair) e saiu do Maraca glorificado.

É uma das minhas lembranças futebolísticas da infância. Uma das preferidas.

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Paradinhas e Paradonas

Este ano as cobranças de pênalti com a famosa paradinha voltaram a moda.

Até Rogério Ceni andou derrubando goleiro por aí…

Mas como quase tudo no mundo de hoje, até a paradinha foi distorcida… virou paradona…

Ontem pela sul-americana Diego Souza levou amarelo por simular o chute antes da penalidade.

Para o árbitro, conduta anti-desportiva.

Pelé, aniversariante do dia, foi o inventor da paradinha. Mas era uma freada quase imperceptível, um breque sutil, leve.

O que acontece hoje é uma grosseira dissimulação do chute. Uma covardia com os pobres goleiros.