Que saudades do Dener…

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Em diversos momentos desta semana – não sei por que cargas d’água – me lembrei muito do Dener.

Deve ser saudades deste jogador que preferia – sem vergonha de assumir – o drible ao gol.

Dener apareceu nos holofotes da mídia na Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 1991. Na final contra o Grêmio acabou com o jogo, participando de 3 dos 4 gols que deram o título à Portuguesa.

Logo foi parar nos profissionais do time do Canindé e não parou de brilhar.

Franzino, com cara de menino e uma habilidade incomum; assim era Dener.

Mais que menino, ele era moleque. Moleque que brincava em campo.

A passada larga lembrava um Raficero fugindo da caça, desviando-se com leveza da furiosa perseguição adversária.

Era impossível marcá-lo.

O Brasil inteiro clamou por sua convocação para Seleção principal em 94. Mas Parreira não ouviu.

E quando o escrete nacional estava reunido pro amistoso contra um combinado Bordeaux/Paris Saint Germain – que terminou 0 X 0 – um acidente levou Dener daqui.

O garoto revelado pela Portuguesa foi cedo demais… com apenas 23 anos de idade e 3 como jogador profissional.

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Muito pouco tempo de bola pra ele, de alegria pra nós que amamos futebol.

Pouquíssimo tempo, pouquíssimos jogos.

Mas quem viu não se esquece. E, como eu, sente saudades do Dener.

Imagens: Bola de Bigode e Alma Lusa.
Canais do Youtube: egon86, letote, kojirofuuma.
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