Adjetivando o substantivo

Não se trata de aula de gramática, o assunto é futebol, mais precisamente Lionel Messi.

Há quase 4 meses eu não escrevia no Ópio, mas hoje não pude me calar, não depois do que vi o argentino fazer no Camp Nou.

4 gols que o igualam a Rivaldo, maior artilheiro azul e grená em competições européias. 4 gols que o tornaram o 8º maior artilheiro em jogos oficiais de toda história do Barça, deixando pra trás duas lendas, o búlgaro Hristo Stoichkov e o catalão Josep Escolá, mito dos anos 30 e 40 do século passado.

Aqui no Ópio já chamei Messi de gênio, craque, monstro e até Deus um dia ousei. Mas confesso que hoje me faltam palavras, me faltam adjetivos.

Os adjetivos não se enquadram mais a Messi, não há o que dizer. Somente o som cru das palmas se chocando, do coração palpitando a cada drible, a cada passe, a cada gol.

Messi não pode mais ser chamado de craque, de gênio, de monstro. Como seus compatriotas Piazzolla, Borges e Cortázar, ele extrapolou… tornou-se maior que sua própria arte, maior que qualquer adjetivo.

Messi é o melhor, é simplesmente Messi.

Caricatura: André Fidusi

O mais novo queridinho

Nem os merengues Kaká e Cristiano Ronaldo, nem o hollywoodiano David Beckham, o garoto propaganda mais requisitado do mundo do futebol atualmente é Lionel Messi.

O vídeo acima, uma peça para o Sportscenter latinoamericano da ESPN, é o último com o craque do Barça.

O argentino está longe de ser um galã; baixinho, magrelo e com cara de pulga, como sugere seu apelido. Mas Messi tem carisma, talvez sua forma diminuta e quase esquálida faça com que nós, meros mortais, pensemos que fazer o que ele faz com a bola nos pés seja fácil, seja possível.

Mas não é. Messi é uma exceção. Joga como um Deus, uma autêntica divindade da bola.

Messi é muito mais que um jogador. É melodia de Piazzolla com prosa de Cortázar.

Abaixo o antológico gol contra o Getafe com a histórica narração do uruguaio Víctor Hugo Morales do gol mais bonito da história das Copas, aquele assinado por Maradona contra os ingleses no Mundial do México 86. Se não me engano o primeiro confronto entre Argentina e Inglaterra após a Guerra das Malvinas.

Curte futebol e redes sociais? Então conheça a Sociedade Futeboleira do Brasil!