Opções pro Real Madrid sair do buraco

O Real Madrid vai ao Camp Nou com uma baita desvantagem nas costas.

Se vencer o Barcelona já não é fácil, vencê-lo por 2 gols de diferença no Camp Nou lotado é tarefa quase impossível. Mesmo para um galáctico Real Madrid.

No jogo de ida, na capital espanhola, o time merengue se limitou a defender. Com 3 ótimos centroavantes no elenco – Higuaín, Benzema e Adebayor – Mourinho optou por Cristiano Ronaldo na referência do ataque. Aliás, a única peça do ataque branco.

Se quiser chegar à final da Champions, o Real vai ter que mostrar mais. Apenas se defender a garantir o zero a zero, como na final da Copa do Rei, não basta.

Segundo o sítio da Espn Brasil, apenas 4 vezes na história o Real Madrid conseguiu bater o Barça na casa azul e grená pela diferença necessária para se classificar hoje. Na última, os merengues ainda contavam com a dupla histórica formada pelo húngaro Ferenc Puskas e o argentino Alfredo Di Stéfano, 5 X 1 pelo espanhol, em 1963. As outras 3 vezes que o Real foi à casa do Barcelona e voltou com uma vitória por dois gols de diferença ou mais aconteceram em 1930, 1935 e 1960.

Abaixo, listo algumas possibilidades mais ofensivas para o Real Madrid, levando em conta as ausências de Sergio Ramos e Pepe, suspensos.

Pra começar de leve, poucas mudanças. Abandono os 3 volantes – escalados nos 3 primeiros jogos nesta sequência de 4 partidas contra o Barça – mas a alteração para o esquema da moda, o 4-2-3-1, é quase mínima. Uma mudança um pouco mais radical seria manter Ozil na linha de armadores e recuar Kaká para volante, no lugar de Lass Diarra.

Mais uma opção com apenas um atacante é o 4-1-4-1, igual ao Chelsea de Avram Grant que chegou à final da Champions em 2008. É um esquema que eu gosto muito e, com um elenco tão vasto e qualificado, o Real pode muito bem jogar assim.

Já passando para dois dianteiros, a primeira opção é o 4-4-2 à inglesa, com dois homens centralizados e dois meias abertos, quase pontas recuados, igual ao Manchester quando joga com dupla de ataque. Aqui também temos a opção de colocar Kaká para fazer um dos homens centralizados, saindo do time Lass Diarra ou Xabi Alonso. Di Maria também poderia dar lugar a Ozil, embora pra mim esta substituição não faça muito sentido.

Uma opção mais ofensiva com dois atacantes é o 4-1-3-2. Cuca já fez isto com o Cruzeiro, prendendo Marquinhos Paraná e adiantando Henrique para formar uma linha com Montillo e Róger. Pensando em mais segurança, Lass Diarra poderia ser o único volante, abrindo mão assim da excelente saída de bola de Xabi Alonso.

Abrindo mais o time, chegamos ao 4-3-3 com dois volantes. A Inter de Milão jogou assim na primeira partida das semis da Champions na temporada passada, contra o Barça, e venceu por 3 X 1. Naquela ocasião Mourinho postou Thiago Motta e Cambiasso na cabeça da área, com total liberdade para o meia Sneijder e os 3 atacantes – Eto’o, Pandev e Milito.

Outra possibilidade é o 4-3-3 com apenas um volante, mas contra o Barça da posse de bola – desde maio de 2008 o Barcelona tem mais posse de bola que o seu adversário, em todos os jogos! – me parece um suicídio. Uma opção seria entrada de Granero em uma das meias e de Lass Diarra no lugar de Xabi Alonso, o que daria mais pegada ao time.

Agora chegamos aos esquemas com 3 zagueiros, que já adianto, pra mim não funcionam contra este Barça. Mas mesmo assim aparecem aqui como opções. A primeira é o 3-4-3 clássico, muitas vezes já utilizado por Cuca, principalmente em seus tempos de Botafogo. Rijkaard também jogou assim no Barça.

Outra formação com 3-4-3 poderia incluir 3 centroavantes enfiados na área do Barcelona. Como o time catalão é baixo e os merengues contam com grandes cruzadores, sem falar que os 3 homens de referência dos blancos sabem jogar, este esquema poderia trazer problemas para os comandados de Guardiola. Embora eu não acredite que dê certo, é uma possibilidade.

A última alternativa é um 3-2-3-2, com Marcelo e Di Maria fazendo as pontas e Cristiano Ronaldo como segundo atacante. Uma opção mais ofensiva para esta forma de jogar seria recuar Kaká pro lugar do Xabi Alonso ou do Lass Diarra, colocando Ozil por dentro na linha de 3 armadores.

Anúncios

Éric Wolverine Abidal

Há cerca de um mês e meio, Abidal teve que dar um tempo na bola em virtude de um câncer no fígado.

A cirurgia para a extração do tumor foi um sucesso e a expectativa dos médicos era que, para a próxima temporada, o lateral francês do Barça estaria zero bala.

Há uma semana Abidal voltou a se exercitar.

E pra surpresa de todos, ontem foi relacionado para a partida de hoje contra o Real Madrid, válida pelas semifinais da Uefa Champions League.

Com as lesões de Gabriel Milito e Martín Montoya neste fim de semana, restou como opção para o sistema defensivo de Pep Guardiola apenas os garotos Muniesa e Fontás, ainda mais presentes no time B do Barça. Daí a aparição do Éric Wolverine Abidal.

Segundo a equipe médica do Barcelona, o francês perdeu um pouco de peso durante todo o processo, mas se encontra bem fisicamente.

Então vai pro jogo!

A notícia de que Abidal estaria no banco nesta terça foi recebida sob aplausos pelo elenco catalão, como mostra o vídeo da ESPN Brasil.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Abidal Wolverine, postado via vodpod
Vídeo: ESPN Brasil

Gol de placa? Não, gol de Messi!

O Barcelona venceu o Real Madrid no Santiago Bernabéu, 2 x 0 com 2 gols de Lionel Messi.

O segundo, uma pintura!

Um gol maradoniano que me fez lembrar o gol do eterno 10 argentino em outra semifinal, a da Copa de 86, contra a Bélgica.

site oficial do Barça preferiu a expressão Messídico para ilustar a obra prima do melhor do mundo.

Mas a definição que eu mais gostei foi a do André Kfouri na transmissão da ESPN, “um gol de Messi”, simples assim.

O repórter ainda completou com maestria, “temos que nos acostumar com esta expressão”.

Como se Messi fosse um sinônimo de beleza, de genialidade.

E por acaso não é?
Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Messídico!, postado via vodpod

Vídeo: Globo

11 contra 11

Não tenho muito o que escolher, alguém entra no lugar dele, jogaremos com 11.

A frase, um tanto irônica, foi proferida por Josep Guardiola, treinador do Barcelona, na entrevista coletiva desta terça, 26 de abril, antes do clássico contra o Real Madrid.

Sem seus 3 laterais esquerdos – Abidal, Adriano e Maxwell – Guardiola ganhou mais um desfalque nesta terça, o meia Andrés Iniesta que sofreu uma contratura na panturrilha direita e está fora do jogo no Bernabéu.

Seydou Keita deve entrar no lugar de Iniesta.

Já na defesa o problema é mais complicado e Guardiola terá que improvisar. O mais provável é que Mascherano apareça no miolo de zaga com Puyol sendo deslocado para a lateral esquerda.

Imagem: tpower1978

Análises e Palpites das Quartas de Final – IV

Espanha e Paraguai é o confronto mais desequilibrado destas quartas de final. A Espanha tem um dos elencos mais fortes e interessantes do mundo, com a espinha dorsal formada por jogadores do multi campeão Barcelona. A seleção ibérica tem um estilo de jogo belíssimo, emabasado na filosofia do toco e me vou. Muita técnica e posse de bola. Já os paraguaios contam com um time mediano e souberam aproveitar a ausência do futebol italiano, que não se apresentou na África do Sul. É verdade que o elenco do técnico Tata Martino conta com bons atacantes, mas o time como um todo não é nada demais.

Espanha e Paraguai já se enfrentaram duas vezes em Copa do Mundo. Em 98, na França, um horrível 0 X 0. Em 2002, na Coréia do Sul, 3 X 1 de virada pra Espanha com 3 gols de Fernandos, dois de Morientes e um de Hierro. Puyol, que joga hoje, marcou contra a própria meta.

A Espanha ainda não mostrou tudo que pode. Fernando Torres está muito mal fisicamente e Vicente del Bosque ainda não encontrou uma solução para o problema. O Paraguai por sua vez, já fez até mais do que se esperava com a inédita classificação às quartas de final.

Meu Palpite: Espanha vence por 2 X 0.

Imagens: All Latino e Spanskespanol
Colagem: Picnik

Análises e Palpites das Quartas de Final – III

Argentina e Alemanha fazem o confronto mais tradicional nestas quartas de final da Copa. 5 títulos em campo e muita história entre estas duas seleções que já se enfrentaram outras cinco vezes em mundiais, duas delas em finais consecutivas.

Em 58, na Suécia, os alemães venceram por 3 X 1. Em 66, na Inglaterra, o único jogo sem gols entre as duas equipes. Em 86, no México, a primeira final e a primeira e única vitória argentina sobre os alemães em copas. Em um jogo alucinante, a Argentina vencia por 2 X 0 até os 29 do segundo tempo, quando os alemães deram início á reação que culminou com o gol de empate de Rudi Voller, aos 35 minutos da etapa final. Mas aos 38 apareceu a genialidade de Maradona que, com um lindo passe de primeira, colocou Burruchaga na cara do gol para marcar o tento que daria o segundo título mundial aos nosos vizinhos. Em 90, na Itália, outra final. Desta vez um joguinho chato, amarrado, que foi decidido com um gol de pênalti aos 40 do segundo tempo. A penalidade, bem duvidosa, foi convertida pelo lateral Andreas Brehme e valeu o terceiro título alemão.

O último confronto entre alemães e argentinos aconteceu na Copa passada. Miroslav Klose e Roberto Ayala marcaram os gols que decretaram o empate no tempo regulamentar. Na prorrogação ninguém balançou as redes e na disputa de pênaltis deu Alemanha, 4 X 2, com direito a papelzinho do goleiro Jens Lehmann com informações sobre os batedores argentinos.

Na África do Sul, nenhum time jogou como a Alemanha na partida contra a Inglaterra. Eu sei que o gol mal anulado de Frank Lampard poderia ter mudado os rumos daquele jogo, mas mesmo assim foi uma aula de futebol dos comandados de Joachim Low, um show de contra ataques.

Já há algum tempo que venho dizendo que esta Seleção Alemã é a mais talentosa desde a geração do título de 90 que tinha Voller, Klinsmann, Matthaus, Karlheinz Riddle, Littbarski e Brehme, entre outros. Mesut Ozil, Thomas Muller, Marko Marin e Sami Khedira agregaram não só sangue novo, mas também qualidade técnica à este equipe germânica. E apesar da juventude, o grupo assimilou bem alguns golpes, como por exemplo o corte do líder Michael Ballack.

Já a Argentina ainda não fez aquela partida neste mundial. Não que tenha jogado mal, pelo contrário. Venceu seus 4 jogos até aqui e venceu com segurança. Mas é só olhar nome por nome que qualquer um que acompanha futebol sabe que esse time pode dar mais, são muitos craques reunidos.

Do meio pra frente a Argentina tem o melhor time da Copa e digo mais, se juntarmos jogadores de todas as outras seleções para formar uma linha ofensiva, ainda assim ela estará abaixo do ataque argentino. Messi ainda não marcou nesta Copa, mas mesmo assim vem fazendo um bom mundial, só está faltando o gol, mas eu tenho certeza que de hoje não passa. Messi, aos 19 anos, foi um dos jogadores que mais sofreu a eliminação para os alemães no mundial passado. Pekerman não o colocou na partida e, do banco, era visível o descontentamento da Pulga. Estou seguro que hoje é o dia, que algo bem grande está guardado para o camisa 10 do Barça e da seleção alvi celeste.

Eu acredito que Alemanha e Argentina farão um dos melhores jogos desta Copa na África do Sul. Imagino que será uma partida muito corrida, intensa, cheia de gols e viradas. Dois times técnicos e a promessa de um grande futebol!

Meu Palpite: 3 X 3 no tempo normal e a Argentina vence na prorrogação por 1 X 0.

Imagens: ETF Trends e International Education
Efeitos: Picnik

Análises e Palpites das Quartas de Final – II

Gana e Uruguai fazem as quartas de final das supresas na África do Sul. Depois das sofríveis eliminatórias, ninguém esperava que a Celeste chegasse tão longe, ainda mais com uma campanha tão consistente. O mesmo pode ser dito em relação às Estrelas Negras. Depois do corte de Michael Essien, pra mim o melhor volante do mundo, ficou difícil imaginar que os atuais vice campeões africanos chegassem tão longe, mas chegaram!

Gana e Uruguai nunca se enfrentaram em Copas do Mundo. De um lado, o orgulho africano com sua única seleção viva na primeira Copa disputada no continente negro. Do outro, uma história de glórias e tradições que se perdeu no tempo, mas que pode ser agora resgatada.

Gana fez uma primeira fase oscilante. Venceu a Sérvia na estréia por 1 X 0, depois só empatou com a Austrália em 1 X 1 e, por último, foi derrotada pela Alemanha por 1 x 0, o que no fim das contas foi bom já que, com o resultado, a equipe africana se classificou em segundo lugar e fugiu do confronto contra os ingleses. Nas oitavas Gana precisou da prorrogação para eliminar o Estados Unidos, 1 X 1 no tempo normal e 1 X 0 no tempo extra.

O Uruguai tem uma campanha bem sólida até aqui. Empatou na estréia com a França, 0 X 0, e depois fez dois excelentes jogos, 3 X 0 contra a África do Sul e 1 X 0 contra o México. Primeiro lugar do grupo e a Coréia do Sul nas oitavas. Contra os asiáticos a Celeste Olímpica não jogou bem, mas venceu por 2 X 1 e seguiu adiante.

Gana carrega a esperança do sofrido povo africano de ver um time do continente pela primeira vez em uma semifinal de Copa. Já a Celeste carrega uma camisa de peso, uma história de glórias que incluem duas Copas do Mundo, uma delas vencendo o Brasil na final em pleno Maracanã. O Uruguai – menor país dos que seguem na Copa, apenas 3 milhões de habitantes – também traz a alegria de um povo simpático que, com o futebol, sonha novamente em ser grande.

As duas equipes têm seus méritos futebolísticos por chegar até aqui e trazem consigo fortes apelos emocionais para esta partida de quartas. Time por time, sem Essien, eu sou mais Uruguai. Forlán e Suárez são os dois jogadores mais técnicos do confronto, os dois mais capazes de desequilibrar.

Meu Palpite: Uruguai vence por 1 X 0.

Imagens Originais: DHnet e Tizona
Colagem: Picnik