10 motivos para apoiar o #ForaRicardoTeixeira

Se você acha um disparate que uma entidade, dita como democrática, seja presidida por mais de duas décadas pelo mesmo homem, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha uma toleima que um sujeito vá rotineiramente a Zurique nos últimos 20 anos e nunca tenha visto os vitrais de Marc Chagall, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha uma contrassenso que um presidente de qualquer entidade dê uma canetada prolongando seu próprio mandato de 4 para 7 anos, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha um despautério que alguém venda seu voto em qualquer tipo de eleição, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha um absurdo que alguém compre votos em qualquer tipo de eleição, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha uma estolidez um sujeito passar por uma vitrine e ficar impressionado com um casaco de pele que custa apenas mil euros, apoie o #ForaRicardoteixeira.

Se você acha sem razão que todo o poder do futebol brasileiro fique nas mãos de um único homem, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha bizarro que a Copa do Mundo, que tem como sede um PAÍS, esteja nas mãos de um único homem, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha um dislate que o presidente do comitê organizador de uma Copa do Mundo ameace a imprensa, inclusive com promessas de não credenciamento para o evento, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Se você acha uma vergonha qualquer tipo de arrogância e prepotência, apoie o #ForaRicardoTeixeira.

Desde a meia noite desta quinta, 21 de julho, está no ar o #ForaRicardoTeixeira, site que se propõe a aglutinar tudo que sai nas redes sobre o reizinho Ricardo Teixeira, o déspota do futebol brasileiro.

O Ópio do Povo aprova esta idéia!

E se você concorda com um destes 10 motivos ou possui qualquer outro, então apoie o

#ForaRicardoTeixeira!

Imagem: Print do #ForaRicardoTeixeira
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O Dono da Bola

o_menino_dono_da_bolaO jogo era disputado como se fosse uma final de Copa do Mundo. O time sem camisa vencia por 8 X 7 quando Juninho – do time com camisa – levanta a mão e pede a bola:

_ Tenho que ir embora, vou almoçar na casa da minha vó.

A rejeição ao pedido foi uníssona:

_ Que isso Juninho, espera acabar essa partida pelo menos. Só faltam dois gols. _ Ou três, contesta algém do escrete adversário.

_ Não, não posso, já tô oito minutos atrasado e vocês sabem como é minha mãe.

Alguém do time de camisa grita:

_ Beleza, então vaza Juninho. ET, entra no lugar dele no nosso time.

_ Mas eu vou levar a bola.

_ Que isso Juninho? Deixa a bola com a gente, depois o Mauro entrega lá na sua casa.

_ Não, vou levar comigo.

_ Que isso Juninho? A gente tá jogando do lado da sua casa, deixa a bola com a gente pô.

_ Não dá, vocês sabem como é minha mãe, vai me encher o saco.

_ Pô Juninho, deixa a gente acabar só essa partida e eu te entrego a bola. É o tempo de você chegar na sua casa, tomar um banho, se arrumar e a bola já vai estar lá.

_ Não, não rola, minha mãe não deixa.

_ Ela nem precisa ver, eu atiro a bola pelo muro lá no quintal.

_ Não, tenho que levar a bola mesmo. Foi mal galera.

Todos se entreolham com um misto de raiva e decepção. Alguns bufam, outro xingam, mas não há o que fazer. Juninho pega a bola, a coloca debaixo do braço e sai a passos lentos, como quem tem um poder quase mágico abençoado pelos Deuses.

Ele sai com a expressão leve e irônica de quem carrega o cetro, de quem carrega o mundo.

Ares de rei, ares de quem é o dono da bola.

Imagem: Creche Escola Edificar