Olimpíada, bananas e o Meio de Campo

banana-e-macacoEsta semana muita gente me escreveu cobrando meu posicionamento em relação aos Jogos Olímpicos de 2016, evento que será sediado pelo Rio de Janeiro.

Bom, sinceramente não estou com a menor vontade de escrever sobre o assunto e não o farei. Sou completamente contra a realização da Olimpíada aqui, assim como não apoio a Copa de 2014.

Nada contra o Rio, cidade que levo em meu coração e que visito pelo menos 3 vezes ao ano, por trabalho ou por prazer. E nada contra meu país também. Mas não posso coadunar com a massa feliz que apoia a bandidagem responsável por tais eventos.

Colocar bilhões de dólares nas mãos de Eduardo Paes, Nuzman, Ricardo Teixeira, Chiquinho da Mangueira e companhia é como pedir pra raposa tomar conta do glinheiro ou pra um macaco cuidar da plantação de bananas… simplesmente não dá.

Mas já que falei de bananas e Jogos Olímpicos, aproveito para indicar aqui uma excelente leitura sobre o tema. O texto Olímpiadas no país das bananas, do jornalista e amigo João Paulo Ribeiro.

Pontual e ácido, João Paulo discorre sobre o tema contrapondo as bananas, fruto e gesto, que convivem em nosso esporte.

Vale a pena conferir!

Imagem: Meio de Campo
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Onde está Adriano?

wheres waldo adriano imperador

Imagens da Val Prochnow! Veja também o outro blog da menina.

Após a partida da seleção em Porto Alegre na última quarta, Adriano saiu correndo dizendo que tinha que tomar um avião no Rio rumo a Milão.  

Não tomou. Em lugar disto foi pro Morro da Chatuba, lugar onde nasceu e passou toda a infância. E onde moram boa parte de seus amigos, talvez os únicos verdadeiros.

Nada mais normal para uma pessoa que esteja passando por uma fase de turbulência. Buscar refúgio em suas raízes, em suas origens. Onde se sente mais cômodo, mais identificado, a famosa zona de conforto.

Adriano passou 5 dias no complexo da Chatuba (reapareceu na noite de ontem), não se reapresentou à Inter e serviu de substrato para toda espécie de especulações na imprensa mundial.

Festa com traficantes, sequestro, amor bandido na favela, drogas e álcool são só algumas das suposições levantadas pela mídia, especialmente a brasileira e a italiana.

No decorrer do episódio o empresário do jogador, Gilmar Rinaldi, parecia uma máquina de dizer não. Durante estes dias só desmentiu tudo que aparecia, inclusive que Adriano estivesse na Chatuba. Era não não não, pra tudo. E os boatos seguiram, e seguem, pipocando.

No caso Adriano eu fico com José Mourinho, treinador da Inter de Milão. Em entrevista coletiva no início da semana o português pediu calma aos abutres, prontos para devorar os restos do atacante.

Em relação ao Adriano, não se trata mais de indisciplina. A questão parece ser bem mais séria. E não é de hoje que digo isto.

O que está em risco não é mais a carreira do suposto Imperador, mas a vida do Adriano.

wally adriano

Tarde no Maraca

maraca maracanã sepia terde no maraca

No último domingo estive no Maracanãzinho para cobrir o Jogo das Estrelas do NBB.

Mas desde sábado, antes de embarcar rumo à cidade maravilhosa, só conseguia pensar no Maracanã, no Flamengo X Vasco.

Eu já conhecia o gigante carioca de infância, mas nunca havia presenciado um clássico. E eu estaria ali ao lado, pertinho do Maraca.

No sábado à noite, na solidão do quarto do hotel, eu pensava no mítico estádio lotado e, sinceramente, não queria nem saber de basquete.

No domingo fui cumprir com minha obrigação, mas o coração e a cabeça seguiam frmes à suas idéias e seus ideais, fiéis ao esporte bretão.

Entre enterradas, tocos e assistências eu saía do ginásio pra encher os pulmões de fumaça e, principalmente, dar uma espiadinha na movimentação do lado de fora. E o coração batia em ritmo de gol.

Acabado o Jogo das Estrelas restou o dilema: o avião que me esperava no Galeão ou a minha espera, meu desejo por uma tarde no Maraca.

Depois de inúmeros e inúteis telefonemas não consegui mudar meu voô, ironicamente marcado para a hora do jogo. Cheguei a entrar no ônibus com os atletas e treinadores do NBB que me deixaria no Santos Dumont, metade do caminho para o Galeão

Mas o Maracanã estava ali, bem ao meu lado. 

E então pensei, que se foda o avião!

Na real, a partida nem foi boa. Muita falta, muito carrinho… e pouco futebol.

Mas valeu pela tarde no Maraca!

Tardelli não apita mais Goiás x São Paulo

Wagner Tardelli não apitará mais a partida Goiás X São Paulo que define o campeão brasileiro de 2008.

A CBF recebeu, na manhã de hoje, uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (segundo o próprio Tardelli em entrevista a João Palomino, da Espn Brasil) de que uma pessoa estaria usando o nome do árbitro carioca para vender o resultado da partida.

A entidade não divulgou qual clube estaria envolvido na suposta compra do jogo.

Para evitar qualquer dúvida sobre a lisura do campeonato a CBF resolveu por retirar Wagner Tardelli do jogo. Em seu lugar o dono do apito será o inexperiente Jaílson Macedo Freitas, da Bahia.

Tardelli falou agora a pouco à ESPN e deu a entender que se trata de um golpista se utilizando do seu nome e que seu afastamento do jogo é uma questão de cuidado com o campeonato e com o próprio profissional.

O comunicado da CBF é muito vago e dele não se pode extrair conclusões.

Esperemos…