Análises e Palpites das Semifinais – II

Alemanha e Espanha fazem a segunda semifinal da Copa do Mundo da África do Sul, uma repetição da decisão da última Eurocopa. Há dois anos, em Viena, deu Espanha 1 X 0, gol de Fernando Torres. Em Mundiais, estas duas seleções já se encontraram 3 vezes. Duas vitórias alemãs por 2 X 1 – em 66 e em 82 – e um empate, 1 X 1 em 94.

Muita expectativa em torno deste jogo. De um lado a tradicional Alemanha, equipe veloz, organizada e letal; melhor time da Copa até aqui. Do outro a Espanha da posse de bola, dos toques curtos e envolventes; a Fúria que jogou o melhor futebol entre as Copas de 2006 e 2010.

O favoritismo, logicamente, é alemão. Pela camisa, pela história, pela tradição copeira e, principalmente, pelo futebol apresentado na África do Sul. A Alemanha passou bem pela Inglaterra e simplesmente não tomou conhecimento da Argentina, 4 X 0, fora o baile. Para a semi, Joachim Low não poderá contar com o ótimo Thomas Muller, suspenso pelo segundo cartão amarelo, o que é um grande problema. O favoritismo germânico existe, mas é moderado. A Espanha é um grande time e pode sim chegar à final.

Fernando Torres, autor do gol do título na Euro 2008, está muito mal fisicamente e deve perder a vaga de titular na semifinal. Infelizmente, as notícias dão conta que Vicente del Bosque escolherá David Silva para seu lugar, eu preferia Cesc Fàbregas. Com Busquets e Xabi Alonso no time, acho que o treinador espanhol poderia tentar uma linha de 3 armadores atrás de David Villa, com Iniesta, Xavi e Fàbregas. Outra coisa, se pro lugar de Torres a opção é por algum jogador que atue mais pelo lado do campo, que coloque o Pedro, muito melhor que o David Silva e que o Jesús Navas.

Promessa de jogão! Eu também considero a Alemanha a grande favorita ao caneco. Mas, contraditoriamente, aposto na Espanha para a conquista do título. Nem sempre os favoritos vencem e acho que chegou a hora da Fúria.

Meu Palpite: A Espanha vence por 3 X 1.

Imagens Originais: Spanskespanol e ETF Trends
Efeitos: Picnik
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Análises e Palpites das Semifinais – I

Holanda e Uruguai fazem uma das semifinais da Copa do Mundo da África do Sul. Um confronto que tem uma pitada de história pois, como bem lembrou o PVC, foi uma partida entre estas duas seleções, no Mundial de 74, que marcou a saída uruguaia e a entrada holandesa na elite do futebol.

Para o jogo de hoje, na Cidade do Cabo, a Holanda é franca favorita. Mas isto não quer dizer que a partida será fácil ou que o Uruguai já está fora, nada disto. A tendência é de um jogo complicado e nervoso, afinal, é semifinal.

O Uruguai é a maior e melhor surpresa desta Copa. Como é bom ver novamente a camisa celeste entre os finalistas, entre os melhores do mundo. O time tem muitos problemas. Suárez e Fucile suspensos, além do miolo de zaga titular que estará desfalcado. Godin e Lugano, machucados, são dúvidas e apenas um deles deve entrar em campo. Talvez nenhum.

Na Holanda também não é tudo cor de rosa. Van Persie deve jogar, mas ainda sente a contusão no braço esquerdo. Mathijsen, que se machucou no aquecimento da partida contra o Brasil, é dúvida e também são dois os suspensos do lado laranja, o lateral Van der Wiel e o volante Nigel De Jong. Demy De Zeew, que deve entrar no meio de campo, é um excelente jogador. É verdade que pega um pouco menos que De Jong, em compensação, com a bola nos pés, tem bem mais qualidade que o titular.

A Holanda é melhor e disto não tenho dúvidas, mas o Uruguai é um time bem organizado, super motivado, que marca muito e, mesmo sem Luis Suárez, é extremamente perigoso na frente, principalmente com Diego Forlán que vem fazendo uma excelente Copa do Mundo.

A Holanda é favorita, mas não vejo a barbadinha que está sendo cantada por aí. Acredito em um jogo pegado, nervoso, com o Uruguai vendendo muito caro a derrota.

Meu Palpite: A Holanda vence por 1 X 0.

Imagens Originais: DHnet e NowPublic
Efeitos: Picnik

Que saudades do Eto’o

Ontem, a Inter de Milão, jogando em casa, bateu o Barcelona por 3 X 1 e deu um grande passo para chegar à final Champions, algo que não consegue desde 1972, quando os italianos foram derrotados por 2 X0 pelo histórico time do Ajax (Holanda), tri campeão europeu em 71, 72 e 73.

Mas o que mais doeu ontem não foi a derrota, foi ver Samuel Eto’o esbanjando vontade e categoria pelo lado interista.

Eu sei que Milito fez um gol e deu duas assistências, que Sneijder marcou um e deu o passe para o outro e que Thiago Motta roubou duas bolas que resultaram em tentos para os italianos. Eu sei disto tudo, mas mesmo assim, pra mim, o homem do jogo foi Samuel Eto’o.

Ele não fez gol e não deu assistência, pelo menos não diretamente, mas jogou demais!

Do pé do camaronês saiu o passe para Milito rolar pra Sneijder empatar a partida. E do pé dele saiu o cruzamento para a cabeçada de Sneijder que resultou no gol impedido de Diego Milito. Sem falar que no segundo gol, quem puxou toda a defesa para Maicon entrar livre e marcar foi Eto’o.

O ex centroavante do Barça – que tem 2 títulos de Champions com o time catalão, e marcando nas duas finais – ainda ajudou muito na marcação, combatendo os avanços de Maxwell e Keita pelo lado direito da defesa italiana.

Eto’o vem mostrando que além muito talento, também é capaz de jogar taticamente em função do time, um jogador completo.

E vem fazendo falta ao Barça. Embora Ibra também seja um craque, o futebol de Samuel Eto’o casa muito melhor com o estilo de jogo do time catalão. Ibra joga muito, mas Eto’o também. E o camaronês tem um futebol mais leve, mais fluente, muito mais condizente com o estilo barcelonista.

E confesso, ontem deu saudades…

Imagem: OleOle

Dia da Memória

Hoje é o Dia da Memória!

Por isso os lances de Galo X Flamengo, na semifinal do Brasileirão de 87.

Foi minha estréia no Mineirão.

É impressionante como somos traídos por nossa memória afetiva.

Sempre jurei que os 3 gols do Flamengo neste jogo haviam sido feitos por Renato Gaúcho.

Que nada, Zico e Bebeto também marcaram. Renato só fez o último.

Mas acho que o trauma da estréia com derrota exigia um algoz, um vilão épico.

E minhas lembranças infantis concentraram as dores deste jogo em um único carrasco, Renato.