Overdose de futebol

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O Ópio anda meio abandonado porque passei a última semana em São Paulo participando de um media training da LNB e cobrindo o início do NBB. Mas não me esqueci do futebol.

Aproveitei minha estada na Terra da Garoa pra conhecer o Museu do Futebol. E é até difícil pra mim descrever o quanto amei o museu.

Pra que vocês tenham uma idéia, cheguei ao Pacaembu no sábado às 9:40, vinte minutos antes da abertura deste templo histórico da bola. E só saí, quase expulso, às 18:00, horário de fechamento.

É isto mesmo, passei 8 horas no Museu do Futebol, vi todas as salas, a exposição temporária Mania de Colecionar e até joguei bola com as crianças naquele tapete de projeção, uma verdadeira overdose

Cheio de história e com muita interatividade, o Museu do Futebol é um passeio obrigatório para os amantes da bola, das artes e da história moderna do nosso país que – queiram ou não queiram os Pimbas do nosso Brasil – está diretamente enrelaçada com o esporte bretão.

Gostei tanto que fica difícil apontar algum destaque. Mas já que tem que ser assim fico com dois:

A sala Exaltação, uma homenagem alucinante ao torcedor! Esta sala se localiza abaixo das arquibancadas do Pacaembu, entra as estacas de sustentação. Imagens e sons das 30 maiores torcidas do Brasil levam o visitante a vivenciar – na pele, coração, olhos e ouvidos – a emoção de um estádio de futebol.  Simplesmente extasiante!

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E a sala Origens. Em termos históricos esta é, de longe, o ponto mais alto do Museu do Futebol. São 410 fotografias e mais um filme que contam os primórdios do nosso futebol dentro do contexto histórico do pós abolição. A sala Origens aborda também os processos de profissionalização do futebol e da inserção do atleta negro no esporte bretão em terras tupiniquins. As fotos são simplesmente fantásticas e emocionam a todos que – como eu – conseguem morrer de saudades daquilo que nem viu nem viveu.

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Quem vive em São Paulo e não conhece o Museu do Futebol, não perca tempo, é demais! E pros que vivem fora de Sampa fica a dica, vale uma viagem só pra conhecer!

Para saber mais, tipo localização, horários, preços  e como chegar, acessse o sítio oficial do Museu do Futebol!

Imagens: Hotelier News, Flickr do Pedrovisky e Arcoweb
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Sem grandeza até pra vencer

dunga-caricaturaO futebol é cheio de chavões e frases prontas. Um destes lugares comuns é que na derrota que se conhece os grandes homens.

Então, por analogia óbvia, penso que os pequenos homens se fazem conhecer nas vitórias.

E ontem Dunga mostrou, mais uma vez, que não sabe nem vencer. Após o 4º gol do Brasil o treinador se virou pra arquibancada do Pituaçu aos gritos:

Filha da puta! Fala sua vaca! Vaca!

Que que é isto Dunga? Que que eu vou dizer lá em casa?

Atitude pequena de homem minúsculo, além de nada condizente com o cargo que ocupa, técnico da maior seleção de futebol do mundo.

Sem falar na coletiva após o jogo, áspera, ácida e desprovida de S’s… Dunga não perde a oportunidade de dar uma resposta atravessada nos jornalistas que cobrem a seleção, principalmente naqueles que não são pertencentes à Corporação Global.

Ele foi realmente injustiçado nos anos 90. A tal Era Dunga – termo cunhado pela mídia após a derrota para a Argentina no Delle Alpi de Turim – foi uma covarde forma de designar o insucesso da seleção do Lazaroni naquele Mundial.

Talvez por isto Dunga se mostre tão armado, tão cheio de reservas no convívio com a imprensa. Mas há que se entender o momento. E o de agora em nada se parece com o massacre midiático a que foi exposto em 1990. Pelo contrário, há muito que a imprensa esportiva brasileira não dedicava tantos elogios ao treinador da seleção canarinho, independente de quem ele fosse.

Mesmo assim Dunga segue de escudo na mão e dedos em riste, sempre pronto a atacar.

Mas o torcedor, querido técnico anão, nada tem a ver com isto.

Imagem: Comunidade Moda
Canal do Youtube: johnvjones

Vira casaca

carlos_tevez-manchester_cityAgora é de verdade, Carlitos Tevez foi para o Manchester City.

O argentino trocou as cores e a tradição do Manchester United – onde era idolatrado pela torcida, mesmo nunca tendo sido titular absoluto –  pelos petrodólares do rival emergente.

Quando o papo surgiu, confesso que pensei que era só mais um boato infundado dos tablóides ingleses. Ou talvez eu não quisesse acreditar.

Embora eu não seja propriamente um fã dos Diabos Vermelhos, simpatizo ainda menos com seu rival de cidade e agora será ainda mais difícil torcer por Carlitos, jogador que eu gosto tanto.

Mas na tarde desta segunda o anúncio oficial foi feito no sítio do City, Carlitos segue em Manchester,

mas agora veste azul.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

more about “Tevez v Manchester City“, posted with vodpod
Imagem: Manchester City

Covardia é pouco

Covardia é pouco pra definir a atuação da polícia baiana na partida Madre de Deus X Fluminense de Feira de Santana.

A matéria da Grobo fala que o torcedor que rola pelos degraus da arquibancada foi agredido… mas falemos sério, aquilo não é agressão, aquilo é espancamento. E dos profissionais.

E sem falar no sujeitinho de bermuda e camisa preta, de arma em punho. Em nenhum momento os policiais demonstraram interesse em desarmá-lo. Pela valentia e covardia, na certa que era mais um deles, só que à paisana.

No fim da matéria a repórter diz que a polícia abrirá uma investigação para apurar se houve excessos. Sério que precisa averiguar mais?

Como dizia o mestre Bezerra, você com um revólver na mão é um bicho feroz, é sim… sem ele anda rebolando até mudar de voz.

O Primeiro Tri a Gente Nunca Esquece

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Em toda sua grandeza o São Paulo nunca conseguiu um tri campeonato.

De nada.

Nem paulistinha, nem Rio-São Paulo, nada.

Vai estrear a Galeria dos Tris em grande estilo. 

O primeiro Tri Brasileiro

O primeiro Hexa.

Imagem: GuedexBlog do Juca

Mascote 2.0

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O Corinthians apresentou a nova versão do Mosqueteiro.

Sem barba, sem espada.

Mais lúdico e simpático.

E agora com a companhia do Mosquetinho.

Ziraldo é o pai das crianças.

Na apresentação o cartunista prometeu uma mascota para homenagear a fiel feminina.

E já adiantou, não será mosqueteira.

Será Rainha e terá coroa.

Amor é bom quando é dado sem pedir…

caio junior treinadorNa semana passada Caio Júnior falou sobre a frustração de nunca ouvir seu nome cantado pela torcida flamenguista no Maracanã.

Neste domingo a nação rubro negra, solidária à dor do treinador, gritou para que todos pudessem ouvir Ah, é Caio Júnior!

Ele gostou. Sorriu, agradeceu.

Mas como bom pessimista que é não pôde deixar de pontuar – em todas entrevistas depois do jogo contra o Palmeiras – que a manifestação da torcida não havia sido espontânea, não era fruto de amor.

Que o grito que ecoou nas arquibancadas era mais um afago em virtude de suas declarações.

Na hora me lembrei do genial Ataulfo Alves, cantor da Amélia, parceiro de alma e de música do querido Mário Lago.

E da belíssima Se a Saudade me Apertar, feita em parceria com Jorge de Castro.

Como setenciou Ataulfo em seu samba

O amor é muito bom quando é dado sem pedir…

Se a Saudade me Apertar – Ataulfo Alves e Jorge de Castro

Foto: Blog Urubuzada