Pior que a Nova Zelândia

Cannavaro se despede da Copa com mais uma atuação pífia e chora nos corredores do Ellis Park

Não é piada, a Itália terminou a Copa do Mundo de 2010 atrás da Nova Zelândia.

Com a derrota para a Eslováquia por 3 X 2, a a Squadra Azzurra fechou sua participação nos gramados sulafricanos sem ganhar de ninguém, marcou só dois pontinhos e acabou na última posição do Grupo F.

Vexame ainda maior se pensarmos que a Itália é a atual campeã do mundo. É apenas a quarta vez que isto acontece, uma seleção campeã do mundo desclassificada na primeira fase da Copa sequinte. A primeira vez que isso ocorreu foi com a mesma Itália em 1950, a segunda com o Brasil em 1966 e a terceira com a França em 2002.

Eu gosto muito do Lippi, mas ele errou muito em sua convocação. Os temperamentais Cassano e Balotelli jamais poderiam ter ficado de fora do elenco que foi ao Mundial, assim como o craque Totti que se colocou à disposição da Azzurra, mas foi ignorado pelo técnico.

Não convocados à parte, Lippi também errou muito durante a Copa. Não dá pra explicar como Di Natali e Fabio Quagliarella podem ter menos espaço no time que os inoperantes Vicenzo Iaquinta, Gilardino e Somone Pepe.

Entre todos os erros e fragilidades da seleção italiana, nada ficou mais evidente que o fim de carreira de Fabio Cannavaro. O capitão da conquista de 2006 fez uma Copa pífia na África do Sul. Sem tempo de bola e sempre mal posicionado, Cannavaro falhou bisonhamente nos 3 jogos e esteve diretamente envolvido em pelo menos 4 dos cinco gols sofridos pela Itália no Mundial. Uma despedida melancólica para aquele que foi eleito Melhor Jogador da Copa há quatro anos.

Sem mercado na Europa, Cannavaro – aos 36 anos – se manda para o Emirados Árabes Unidos, onde defenderá a equipe do Al-Ahli.

Imagem: Fifa
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Melhor Ataque do Mundo

Aí vai a lista dos 15 melhores ataques do futebol mundial na atualidade. 

Quem me conhece sabe da admiração que tenho pela obra prima do austríaco Robert Musil e de como me identifico com Ulrich, o homem sem qualidades, principalmente no que tange ao senso comum de realidade em contraposição ao  adorável senso, nada comum, de possibilidade.

O parágrafo acima é só pra explicar que as linhas ofensivas citadas na lista não são necessariamente ataques reais. Alguns deles pouco, ou até mesmo nunca, atuaram juntos. Mas são ataque possíveis, formados por jogadores do mesmo clube ou da mesma nacionalidade.

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Ranca a Ropa Montenegro

Uma das coisas que não me esqueço da Copa do Mundo de 2002 é a forma como um amigo comemorava.

Seu grito de guerra durante as madrugadas e manhãs daquele junho era: Ranca a Ropa Brasil!

Para aqueles que não estão habituados aos modos e costumes das Minas Gerais, aqui se corta palavra a torto e a direito. E não é que engolimos os esses e erres dos fins. Não, a gente decepa mesmo, e em qualquer lugar. Por isso o ranca e o ropa.

Mas voltando ao futebol, a cada gol, a cada drible dos comandados de Felipão, Paulino enchia os pulmões e berrava a todo vapor: RANCA A ROPA BRASIL!!! 

Foi assim durante todo o mês, foi assim durante as 7 vitórias que valeram o penta.

Hoje, o montengrino Mirko Vucinic me fez relembrar este tempo de Copa e, principalmente, o grito de guerra do Paulo.

A Roma venceu o Cagliari de virada, 3X2 no Estádio Olímpico da capital.

Vucinic fez o gol da vitória e, no calor da partida, não conteve sua euforia.

O atacante montenegrino não se contentou em tirar a camisa, gesto habitual dos boleiros.

Tirou também o calção e foi pra galera…  só de cueca.

Detalhe pra empolgação do narrador…