Deu no New York Times…

Vocês se lembram da música W/Brasil, do Jorge Ben, já em sua fase Ben Jor:

Deu no New York Times que
A feira de Acari é um sucesso
Tem de tudo
É um mistério!

Pois é, Neymar – o menino problema do Santos – também foi parar nas páginas do tradicional jornal nova iorquino.

A Young Star at Risk of Burning Out é o título da matéria assinada por Rob Hughes, correspondente do diário estadounidense na Inglaterra.

A tônica da reportagem é só uma, a estrela do jovem talento santista está em xeque. Entre as ponderações de Hughes, a de que Neymar estaria trilhando um caminho muito mais à Maradona que à moda Pelé.

É Neymar, como diz outra canção, não vá se perder por aí!

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A boa lista do Mano

Mano Menezes fez sua primeira convocação à frente da Seleção Brasileira. E surpreendeu, pelo menos àqueles que esperavam uma lista com Dentinho, Chicão, Elias e Roberto Carlos, todos atletas do Corinthians. O único jogador do Timão na convocação foi o volante Jucilei, o que me pareceu uma boa surpresa.

O time que encabeçou a lista foi o Santos com 4 jogadores, Robinho, Neymar, Ganso e André. O volante Arouca foi a ausência santista mais sentida. Pelo menos eu queria vê-lo vestindo a amarelinha.

Já que a palavra de ordem é renovar, dos 24 convocados 7 têm idade olímpica. Pato (Milan), Ganso (Santos) e Rafael (Manchester United) com 20 anos, Neymar (Santos) com 18, Sandro (Internacional) com 21, André (Santos) e o goleiro Renan (Avaí) com 19. Sangue novo na seleção que tem média de idade de 23,1 anos.

De forma geral gostei muito da convocação. Algumas lembranças são bem interessantes, como o zagueiro David Luiz (Benfica), o volante Jucilei (Corinthians), o lateral Rafael (Manchester United) e o jovem goleiro Renan (Avaí). Os retornos de Lucas (Liverpool), Pato (Milan), Hernanes (São Paulo) e Marcelo (Real Madrid) são excelentes, estes jogadores nunca deveriam ter sido afastados da seleção e, ao meu entender, deveriam ter ido à África do Sul. A esperada convocação de Paulo Henrique Ganso (Santos) também foi outro ponto positivo da lista do Mano. Quando leu o nome do meia paraense, o novo técnico da Seleção até soltou um sorrisinho maroto, como quem dissesse esse é o cara!

De negativo poucos nomes. Eu particularmente não gosto dos laterais Daniel Alves (Barcelona) e André Santos (Fenerbahçe), embora entenda a convocação dos dois. Na minha lista também não estariam os zagueiros Henrique (Racing Santander) e Réver (Galo), acho que temos muitos zagueiros na frente deles, por exemplo Alex Silva (São Paulo), Miranda (São Paulo) e Leonardo Silva (Cruzeiro). Agora o que não entendi mesmo foi a convocação do goleiro Jéfferson (Botafogo) e do meia Éderson (Lyon). Jéfferson é bem fraquinho, inconstante, e até hoje não aprendeu a pegar falta. Já Éderson nunca se firmou no Lyon e nem mesmo no Fenerbahçe, não o vejo com bola suficiente pra vestir a camisa da seleção.

Outra coisa que vale ressaltar é a qualidade dos volantes, algo tão essencial no futebol moderno onde atacantes e meias não têm espaço e tempo nem para pensar. Hoje os volantes ganharam grande importância, sendo quase sempre os responsáveis pela organização do jogo. Mano só chamou volantes que sabem jogar. Ramires (Benfica), Lucas (Liverpool), Sandro (Internacional), Jucilei (Corinthians) e Hernanes (São Paulo) marcam, mas também gostam da bola e saem muito bem para o jogo.

Dia 10 de agosto este grupo entra em campo no amistoso contra o Estados Unidos, em Nova Jersey. Será o início da Era Mano Menezes à frente da seleção. Não sei se é pelo alívio do fim do dunguismo ou se pela boa primeira convocação do Mano, mas a expectativa é das melhores para os próximos anos!

Os 24 do Mano

Goleiros
Jéfferson (Botafogo), Renan (Avaí) e Víctor (Grêmio).

Laterais
Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), André Santos (Fenerbahçe) e Marcelo (Real Madrid).

Zagueiros
David Luiz (Benfica), Thiago Silva (Milan), Henrique (Racing Santander) e Réver (Galo).

Volantes e Meias
Ramires (Benfica), Jucilei (Corinthians), Lucas (Liverpool), Hernanes (São Paulo), Sandro (Internacional), Ganso (Santos), Éderson (Lyon) e Carlos Eduardo (Hoffenheim).

Atacantes
Neymar (Santos), André (Santos), Robinho (Santos), Pato (Milan) e Diego Tardelli (Galo).

Robinho escrevendo o futuro

Que os jogadores brasileiros estão em baixa na Europa, isto não é novidade pra ninguém.

Com exceção do trio interista – Júlio César, Maicon e Lúcio – nenhum brasileiro se destacou nos campeonatos no velho continente nesta temporada.

Uma coisa que mostra esse período de baixa, os brasileiros ficaram de fora da principal peça da campanha Escreva o Futuro, da Nike.

Mas ontem, um dia antes da estréia brasileira na Copa, a Nike soltou um vídeo da campanha com Robinho.

O destaque da peça é a dancinha de Ganso e Neymar pra comemorar o gol do companheiro de Santos.

Estes dois, e alguns outros mais, poderiam muito bem estar na África do Sul. Mas não estão. Então aguentemos Felipe Melo e companhia.

Canal do Youtube: Nike Futebol

Lamentável

Neymar deu uma dedada no próprio olho. Mas o título do post não tem nada a ver com isto, embora tenha sido uma pena, o jovem craque não virá ao Mineirão e não poderei ver seu exuberante futebol de perto.

Mas o lamentável diz respeito a outro tema, a entrevista concedida pelo jogador do Santos à jornalista Débora Bergamasso, publicada na coluna da Sonia Racy, no Estadão. Uma chuva de bobagens.

Não vou nem entrar na questão do alisamento de cabelo, do dízimo ou dos sonhos de conhecer a Disney e ter um Porsche e uma Ferrari na garagem. Embora eu não congregue dos mesmos valores, acho que estas coisas são pequenices pessoais e não merecem críticas, como diz o dito popular, gosto é gosto e cada um tem o seu.

Mas outras respostas do craque santista me incomodaram de verdade. Não por ele, nada pessoal. Mas a entrevista reflete de forma clara e transparente o modelo esportivo brasileiro que se preocupa única e exclusivamente com a formação de craques e se esquece completamente de que o atleta é, antes de tudo, um cidadão.

Entre outras coisas, Neymar disse que nunca sofreu com o racismo, até porque não é negro. Mostrou total indiferença com a questão política do país declarando que só está tirando o título eleitoral pela obrigatoriedade dos 18 anos, além de não ter a menor idéia de quais serão os candidatos à presidência da república e não ter nenhuma opinião, nem a mais evasiva possível, sobre os dois mandatos do Lula.

Há os que dirão, e daí? Eu, certamente, não sou um destes. Acho lamentável as declarações da jovem estrela. A cidadania não é um direito, é um dever de todos. Ainda mais quando falamos de uma figura pública com tanta penetrabilidade na sociedade como são os jogadores de futebol no Brasil, principalmente os craques, os extra classes.

Gosto muito de ver o Neymar jogando. É um verdadeiro prazer vê-lo brincar com a bola. E minhas críticas nada tem de pessoais. Mas sua genialidade dentro de campo não o exime de ser cidadão. E cá pra nós, besteira tem limites.

Imagem: Santos Sempre Santos