Insensato Futebol

Não concordo com a tese que falta experiência a esta Seleção.

Sei que as principais referências do time ainda não passaram dos 21, mas mesmo com a pouca idade, a vivência no futebol é extensa.

Pra mim, o que falta é tesão e o que sobra é soberba.

Derrota após derrota não nos cansamos de olhar o futebol mundial com um inegável ar de superioridade.

Do alto de nossa presunção não vemos ninguém ao nosso lado, muito menos acima. Somos o único país do futebol.

E enquanto Argentina e Uruguai faziam um jogo épico, com técnica, tática e muita emoção, nossos craques comentavam via twitter Insensato Coração.

Perderam um jogo histórico. Não o de domingo, que também perderam, de forma patética.

Jogadores que não gostam de futebol me assustam um pouco. Custo a entender como o roteiro repetido de uma novela pode ser mais interessante que um dos maiores clássicos do futebol mundial. 

Infelizmente não sei os nomes dos protagonistas de Insensato Coração, se soubesse, poderia compará-los a Messi, Tévez, Forlán e Luisito Suárez, e então veríamos qual elenco é o mais interessante.

Este texto não é pra justificar a derrota de domingo.

Não perdemos pra nós mesmos, perdemos para um Paraguai brioso e aplicado, para um time de jogadores que entendem que o futebol é bem mais que diversão, pra eles, é profissão.

Desclassificados da Copa América, nossos jogadores podem agora, tranquilos, ver a novela.

Enquanto nós, que gostamos de futebol, veremos empolgados a sensação Venezuela, o ressurgente Peru, o altivo Paraguai e o gigante renascido Uruguai.

Imagem: Blogmail
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Cala a boca Mano!

Na apresentação da Seleção Brasileira que disputará a Copa América na Argentina, o técnico Mano Menezes resolveu cutucar Lionel Messi, o melhor jogador do mundo.

Em relação à fase individual de cada um, nós já vimos que às vezes os jogadores arrebentam em seus clubes e não conseguem repetir o desempenho em suas seleções. Acho que podemos até citar o Messi, que faz maravilhas no Barcelona, mas não conseguiu ter o mesmo desempenho pela Argentina no Mundial na África do Sul.

Primeiramente, é mentira que Messi tenha feito um mal Mundial África do Sul, não foi uma maravilha, mas também não foi este desastre todo. É vero que o melhor do mundo não fez um golzinho sequer, mas teve boas apresentações, além de ser o jogador que mais finalizou no Mundial.

Outra coisa que não pode ser desconsiderada, a Seleção Argentina dirigida por Diego Maradona na Copa. Aquilo era uma bagunça só, um time desorganizado, mal postado em campo, mal convocado. O meia Jonás Gutiérrez ocupou a lateral direita do time enquanto Javier Zanetti via o Mundial pela TV, assim como o ótimo Esteban Cambiasso, ambos campeões europeus pela Inter em 2010.

Outro ponto a se pensar; Messi foi criado em uma escola que prima pelo futebol coletivo, o Barça. Na Catalunha desde os 13 anos, Messi aprendeu desde sempre que futebol é um esporte que se joga em conjunto e a Argentina de 2010 era um ajuntadão, um salve-se quem puder. Então é lógico que o melhor do mundo não rendesse na seleção o mesmo que mostra em seu clube, até porque no clube os jogadores treinam durante todo um ano e sem falar que a Seleção Argentina ou qualquer outro selecionado nacional não se compara ao Barça. Só a Espanha chega perto, justamente pela espinha dorsal azul e grená, mas mesmo a Fúria fica atrás já que não conta com Messi, Dani Alves e Abidal, pra ficar só em 3 nomes.

Por tanto, Mano deveria se preocupar mais com seu time. Até porque a Seleção Brasileira vem jogando uma bolinha murcha murcha, bem quadradinha. Um time burocrático, engessado, que só encontra alegria nos pés do Neymar.

Só pra reforçar o título do post, cala a boca Mano!

Imagem: Clica Piauí

A Fifa, a pizza e as farinhas do mesmo saco

Na última semana, Joseph Blatter foi reeleito para seu 4º mandato à frente da Fifa.

Candidato único, Blatter foi eleito entre uma tempestade de escândalos e acusações.

Suborno, compra de votos e abuso de poder, coisas que fazem parte da Fifa desde que Havelange desbancou o Sir Stanley Rous do comando do futebol mundial, em 1974.

Nesta última crise da cartolagem mundial do futebol, 3 nomes foram escolhidos para pagar o pato.

Mohammed Bin Hammam, ex presidente da Federação do Catar e atual presidente da Federação Asiática, foi impedido de enfrentar Blatter na eleição e suspenso de suas atividades.

Jack Warner, vice da Fifa e presidente da Concacaf. A exemplo de Bin Hammam, também foi suspenso de suas atividades.

Chuck Blazer, vice presidente da Federação Estadounidense de Futebol e Secretário Executivo da Concacaf. Blazer foi quem jogou a merda no ventilador nesta última onda de acusações e acabou afastado da Concacaf pelo presidente interino, Lisle Austin, presidente da Federação de Barbados.

O interessante é que se olharmos para trás, veremos que tanto Bin Hammam, como Jack Warner e Chuck Blazer faziam parte do séquito, quase real, de Sepp Blatter na família Fifa.

Bin Hammam foi o presidente do Projeto Goal, carro chefe da primeira administração de Blatter na Fifa. Em tese, o Projeto Goal serviria para promover melhorias estruturais nas federações de futebol pelo mundo. Com uma verba monstruosa e fiscalização quase zero do Comitê Financeiro da Fifa, do qual o próprio Bin Hammam também era membro, o Goal transformou-se em moeda de troca, constituindo-se em um importante instrumento para a aquisição de votos e aliados políticos para a turma de Blatter. E segundo o livro Jogo Sujo, do escocês Andrew Jennings, Bin Hammam foi um dos responsáveis pelos sacos de dinheiro que garantiram a primeira reeleição de Joseph Blatter.

Jack Warner era o vice do argentino Julio Grondona no Comitê Financeiro da Fifa. Sempre foi um cão de guarda e um cego defensor de Sepp Blatter. Ex presidente da Federação de Futebol de Trinidad e Tobago, estava à frente da Concacaf desde 1990. Nas eleições da Fifa, sua Confederação sempre votou em bloco e, desde que Blatter lá está, sempre apoiou o suiço. Warner é responsável por uma série de tretas envolvendo Fifa, Concacaf e o futebol nas Américas do Norte, Central e Caribe. Com seu poder político, Warner levou o Mundial Sub 17 de 2001 para Trinidad e como faturou! Alugou à Fifa o Centro de Treinamento da Federação trinitina, construído pela própria Fifa com dinheiro do Projeto Goal. Cobrou as hospedagens no hotel do tal centro de treinamento, também construído com dinheiro Fifa. A alimentação dos atletas, árbitros e dirigentes ficou a cargo de um  de seus filhos, assim como um projeto piloto de totens e internet, que teve o mundial sub 17 como plataforma teste. Até as passagens aéreas para o mundial saíram de uma agência trinitina, não respeitando um contrato prévio da Fifa com uma agência suiça de viagens.

Chuck Blazer sempre foi uma espécie de cachorrinho de estimação de Jack Warner. Criado pelo trinitino, Blazer cresceu no futebol levando para o mundo da bola toda sua experiência de mercado. É um dos responsáveis pela mudança da Concacaf para a Trump Tower, em Nova Iorque, um dos espaços comerciais mais caros do mundo. A ascensão de Blazer no futebol foi meteórica, muito em virtude de sua canina fidelidade a Jack Warner. Blazer foi uma das figuras fundamentais no processo de desmoralização do camaronês Issa Hayatou – presidente da Confederação Africana de Futebol e candidato à presidência da Fifa em 2002 – na primeira reeleição de Blatter.

Para aqueles que pensam que a Fifa viverá novos tempos, de transparência e moralidade, é bom colocar as barbas de molho. As denúncia de corrupção, suborno e compra de votos mais uma vez acabaram em pizza. E o pior, nada de novo se avista no mundo da cartolagem, as farinhas continuam as mesmas, as velhas farinhas do mesmo saco.

Imagens: BBCSumadhura

Copa América Peronista

Nada melhor que o futebol para vencer uma eleição.

E disto sabe bem Cristina Kirchner.

Em 2009, a presidenta da Argentina aproveitou o imbróglio entre AFA e TyC Sports para comprar os direitos de transmissão do campeonato argentino de futebol para a TV Pública, o famoso Canal 7.

O acordo foi fechado em 600 milhões de pesos, o Governo acabou pagando 900 e arrecadando apenas 6 milhões de dólares com a publicidade nas transmissões das partidas. Mas a presidenta não pareceu se importar com o déficit monstruoso, afinal, o futebol é do povo! Sem falar nas inúmeras propagandas estatais durante os jogos que versam sobre as grandes obras e os vanços de sua administração, ou seja, na ótica peronista do Partido Justicialista, acabou sendo um bom negócio.

Outro grande negócio é a Copa América. A 43ª edição do torneio acontecerá na Argentina e terá início no dia 1º de julho, meses antes das eleições presidenciais dos nossos vizinhos.

Serão 8 sedes, 6 delas capitais de províncias comandadas pelo Partido Justicialista ( o mesmo da presidenta Cristina Kirchner, partido detentor do legado Peronista) ou por seus aliados peronistas. São elas:

Córdoba – Capital da província homônima, governada por Juan Schiaretti, do UpC (Unión por Córdoba), aliado do governo central. Schiaretti vem de uma corrente radical do peronismo de esquerda, viveu exilado em Belo Horizonte durante a ditadura Videla e, na capital mineira, chegou ao cargo de vice diretor administrativo da Fiat.

La Plata – Capital da província de Buenos Aires, governada por Daniel Scioli, da Frente para la Victoria, aliança de partidos de orientação peronista. Scioli é um ex esportista (piloto de lanchas, chegou a ser vice campeão mundial de Motonáutica) e foi vice presidente no mandato de Néstor Kirchner, o ex marido e predecessor de Cristina no governo central do país.

Mendoza – Capital da província homônima, governada por Celso Jaque, do Partido Justicialista. Jaque tem mais de 25 anos na militância peronista.

Salta – Capital da província homônima, governada por Juan Manuel Urtubey. O governador tem suas raízes políticas fincadas no Peronismo e no Partido Justicialista, mas se elegeu através da aliança entre a Frente para la Victoria e o PRS (Partido Renovador de Salta), considerado um dos mais radicais entre os partidos de extrema direita Argentina.

San Juan –  Capital da província homônima, governada por José Luis Gioja, do Partido Justicialista. Gioja é um dos ícones do chamado Kirchnerismo, a vertente recauchutada do velho peronismo.

San Salvador de Jujuy – Capital da província de Jujuy, governada por Walter Barrionuevo, do Partido Justicialista. Barrionuevo fez parte do Governo Menem e foi nesta época que cunhou uma das maiores pérolas da história da política alvi celeste: “Resolver o problema da Argentina é muito fácil. Se todos nós parássemos de roubar por um ano, pronto, tudo estaria resolvido”, parece brincadeira, mas não é.

Depois desta pequena explanação, nos faltam duas sedes da Copa América 2011, Santa Fé e Buenos Aires.

A província de Santa Fé é, historicamente, um dos grandes focos da resistência ao poder peronista. Atualmente a província é governada por Hermes Juan Binner, oposicionista do governo Cristina Kirchner. No entanto, existe uma explicação para a escolha da cidade como uma das sedes da Copa América. O nome mais cogitado para ser vice de Cristina nas próximas eleições é o de Carlos Reutemann, ex piloto de Fórmula 1 e atual senador da província de Santa Fé. E Reutemann é natural da cidade de Santa Fé. A escolha da terra natal de Reutemann fez com que Rosario, tradicional palco do futebol argentino e uma das sedes da Copa do Mundo de 1978, ficasse fora da Copa América 2011. Rosario é a maior cidade da província de Santa Fé, tem dois times de primeira linha no futebol argentino (Rosário Central e Newell’s Old Boys), mas é controlada pelo Partido Socialista, antagônico ás idéias peronistas. Outro ponto contra Rosario, seu intendente, Miguel Lifschitz, um dos principais articuladores dos protestos ruralistas de Rosario contra o governo Cristina Kirchner.

A última sede, logicamente, é Buenos Aires. A capital federal que congrega, junto com seu entorno conurbado, 35% da população argentina e 70% dos times da primeira divisão do campeonato de futebol dos hermanos não poderia ficar de fora da Copa América, mas quase ficou. Como esperado, os portenhos receberão a final da Copa América e só, nem um joguinho a mais. Isto porque a cidade autônoma é controlada por Mauricio Macri, ex presidente do Boca e ferrenho adversário político de Cristina Kirchner. Macri é um dos fundadores do partido CPC (Compromiso para el Cambio) uma das 3 bases de sustentação da aliança PRO (Propuesta Republicana) movimento oposicionista de direita. As outras duas são o Recrear (Recrear para el Crecimiento) e a Alianza Popular Federalista. Macri é o preferido do PRO para brigar com Crsitina Kirchner nas próximas eleições presidenciais na Argentina. Em 2007 seu nome foi muito aventado para a corrida presidencial, mas acabou desistindo da disputa em virtude da morte do sindicalista Carlos Fuentealba, escândalo que envolveu Jorge Sobisch, que seria seu vice.

Como disse no início do post, nada melhor que o futebol para vencer uma eleição. A velha idéia romana do panis et circenses parece funcionar até hoje.

Imagem: Pan Con Circo

Barça Rolling Stones

Xavi e Iniesta ditam o ritmo… na bateria e no baixo.

Messi faz um lindo solo… de guitarra.

Pep Guardiola no comando… dos vocais.

E uma turma de coadjuvantes de peso… nos backing vocals.

Esse é o Barça Rolling Stones celebrando o incontestável tri campeonato espanhol no melhor estilo satisfaction!

Como já disse aqui outras vezes, o Barcelona é o maior espetáculo da Terra!


Vídeo: FC Barcelona

O melhor Ronaldinho do ano

Tudo bem que o Flamengo só conseguiu um empate contra o Ceará no Presidente Vargas e acabou desclassificado da Copa do Brasil.

Mas mesmo assim a torcida rubro negra deve ter dormido esperançosa.

Isto porque pela primeira vez na temporada, Ronaldinho foi Ronaldinho.

O camisa 10 rubro negro, assim como todo o time, fez sua melhor partida no ano.

Em 3 oportunidades o Gaúcho deixou seus companheiros na cara do gol, em totais condições de marcar. Na primeira Botinelli isolou a bola, na segunda Thiago Neves balançou as redes e na terceira Wanderley perdeu o gol cara a cara com Fernando Henrique.

E mais importante que os 3 passes decisivos, na hora em que o bicho pegou, Ronaldinho não se escondeu, foi quem mais buscou o jogo, quem mais chamou a bola.

Apesar da decepção pela desclassificação, fica uma ponta de alento para a torcida rubro negra.

Será que Ronaldinho pode voltar a ser Ronaldinho? Não aquele do Barça, que já não existe mais. Mas pelo menos que o camisa 10 volte a ser um jogador decisivo.

Imagem: Zebra Da Hora

Opções pro Real Madrid sair do buraco

O Real Madrid vai ao Camp Nou com uma baita desvantagem nas costas.

Se vencer o Barcelona já não é fácil, vencê-lo por 2 gols de diferença no Camp Nou lotado é tarefa quase impossível. Mesmo para um galáctico Real Madrid.

No jogo de ida, na capital espanhola, o time merengue se limitou a defender. Com 3 ótimos centroavantes no elenco – Higuaín, Benzema e Adebayor – Mourinho optou por Cristiano Ronaldo na referência do ataque. Aliás, a única peça do ataque branco.

Se quiser chegar à final da Champions, o Real vai ter que mostrar mais. Apenas se defender a garantir o zero a zero, como na final da Copa do Rei, não basta.

Segundo o sítio da Espn Brasil, apenas 4 vezes na história o Real Madrid conseguiu bater o Barça na casa azul e grená pela diferença necessária para se classificar hoje. Na última, os merengues ainda contavam com a dupla histórica formada pelo húngaro Ferenc Puskas e o argentino Alfredo Di Stéfano, 5 X 1 pelo espanhol, em 1963. As outras 3 vezes que o Real foi à casa do Barcelona e voltou com uma vitória por dois gols de diferença ou mais aconteceram em 1930, 1935 e 1960.

Abaixo, listo algumas possibilidades mais ofensivas para o Real Madrid, levando em conta as ausências de Sergio Ramos e Pepe, suspensos.

Pra começar de leve, poucas mudanças. Abandono os 3 volantes – escalados nos 3 primeiros jogos nesta sequência de 4 partidas contra o Barça – mas a alteração para o esquema da moda, o 4-2-3-1, é quase mínima. Uma mudança um pouco mais radical seria manter Ozil na linha de armadores e recuar Kaká para volante, no lugar de Lass Diarra.

Mais uma opção com apenas um atacante é o 4-1-4-1, igual ao Chelsea de Avram Grant que chegou à final da Champions em 2008. É um esquema que eu gosto muito e, com um elenco tão vasto e qualificado, o Real pode muito bem jogar assim.

Já passando para dois dianteiros, a primeira opção é o 4-4-2 à inglesa, com dois homens centralizados e dois meias abertos, quase pontas recuados, igual ao Manchester quando joga com dupla de ataque. Aqui também temos a opção de colocar Kaká para fazer um dos homens centralizados, saindo do time Lass Diarra ou Xabi Alonso. Di Maria também poderia dar lugar a Ozil, embora pra mim esta substituição não faça muito sentido.

Uma opção mais ofensiva com dois atacantes é o 4-1-3-2. Cuca já fez isto com o Cruzeiro, prendendo Marquinhos Paraná e adiantando Henrique para formar uma linha com Montillo e Róger. Pensando em mais segurança, Lass Diarra poderia ser o único volante, abrindo mão assim da excelente saída de bola de Xabi Alonso.

Abrindo mais o time, chegamos ao 4-3-3 com dois volantes. A Inter de Milão jogou assim na primeira partida das semis da Champions na temporada passada, contra o Barça, e venceu por 3 X 1. Naquela ocasião Mourinho postou Thiago Motta e Cambiasso na cabeça da área, com total liberdade para o meia Sneijder e os 3 atacantes – Eto’o, Pandev e Milito.

Outra possibilidade é o 4-3-3 com apenas um volante, mas contra o Barça da posse de bola – desde maio de 2008 o Barcelona tem mais posse de bola que o seu adversário, em todos os jogos! – me parece um suicídio. Uma opção seria entrada de Granero em uma das meias e de Lass Diarra no lugar de Xabi Alonso, o que daria mais pegada ao time.

Agora chegamos aos esquemas com 3 zagueiros, que já adianto, pra mim não funcionam contra este Barça. Mas mesmo assim aparecem aqui como opções. A primeira é o 3-4-3 clássico, muitas vezes já utilizado por Cuca, principalmente em seus tempos de Botafogo. Rijkaard também jogou assim no Barça.

Outra formação com 3-4-3 poderia incluir 3 centroavantes enfiados na área do Barcelona. Como o time catalão é baixo e os merengues contam com grandes cruzadores, sem falar que os 3 homens de referência dos blancos sabem jogar, este esquema poderia trazer problemas para os comandados de Guardiola. Embora eu não acredite que dê certo, é uma possibilidade.

A última alternativa é um 3-2-3-2, com Marcelo e Di Maria fazendo as pontas e Cristiano Ronaldo como segundo atacante. Uma opção mais ofensiva para esta forma de jogar seria recuar Kaká pro lugar do Xabi Alonso ou do Lass Diarra, colocando Ozil por dentro na linha de 3 armadores.